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Sete seleções estreiam no mata-mata e fazem história na Copa do Mundo 2026 - Rede Gazeta de Comunicação

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Sete seleções estreiam no mata-mata e fazem história na Copa do Mundo 2026

Bósnia, Canadá, RD Congo, Costa do Marfim, Egito, África do Sul e Cabo Verde avançaram pela primeira vez à fase eliminatória

A Copa do Mundo de 2026, primeira com 48 seleções, já entrou para a história antes mesmo do início do mata-mata. Com o encerramento da fase de grupos, sete países garantiram, pela primeira vez, vaga na fase eliminatória do torneio, quebrando tabus em suas trajetórias na principal competição do futebol mundial .

As classificações inéditas foram conquistadas por Bósnia e Herzegovina, Canadá, República Democrática do Congo, Costa do Marfim, Egito, África do Sul e Cabo Verde. O feito é ainda mais expressivo no caso africano: nove seleções do continente avançaram ao mata-mata, sendo que cinco delas — África do Sul, Costa do Marfim, Egito, RD Congo e Cabo Verde — alcançaram esse marco pela primeira vez .

Cabo Verde: a maior surpresa da competiçã

Entre os estreantes no mata-mata, Cabo Verde protagonizou a campanha mais surpreendente. O pequeno arquipélago africano, com cerca de 500 mil habitantes, disputa sua primeira Copa do Mundo e terminou invicto a fase de grupos, com três empates: 0 a 0 contra a Espanha, atual campeã europeia; 2 a 2 diante do Uruguai, bicampeão mundial; e 0 a 0 com a Arábia Saudita .

A classificação veio com a vitória da Espanha sobre o Uruguai na rodada final, resultado que confirmou Cabo Verde na segunda colocação do Grupo H . Com isso, a seleção se tornou a quinta estreante a chegar ao mata-mata na história das Copas, juntando-se a Croácia (1998, terceiro lugar), Senegal (2002, quartas de final), Ucrânia (2006, quartas de final) e Eslováquia (2010, oitavas de final) .

O goleiro Vozinha, de 40 anos, virou herói nacional com as defesas que garantiram o empate contra a Espanha, enquanto o técnico Bubista, eleito treinador do ano da África em 2025, comandou uma equipe disciplinada e organizada . Agora, Cabo Verde enfrenta a Argentina de Lionel Messi nas oitavas de final — o maior desafio de sua história.

Egito e Costa do Marfim encerram jejuns históricos

O Egito, em sua quarta participação em Copas, finalmente superou a barreira da primeira fase. Nem mesmo com Mohamed Salah em 2018 os Faraós haviam conseguido avançar. Sob o comando de Hossam Hassan, a equipe terminou em segundo no Grupo G após empatar com o Irã e se beneficiar da vitória da Bélgica sobre a Nova Zelândia .

A Costa do Marfim também quebrou um tabu incômodo. Durante anos, a geração liderada por Didier Drogba, Yaya Touré e Gervinho conviveu com a frustração de não passar da fase de grupos em 2006, 2010 e 2014. Doze anos depois da última participação, os atuais campeões africanos voltaram ao Mundial e, enfim, garantiram a classificação inédita ao mata-mata .

A República Democrática do Congo, que voltou a disputar uma Copa pela primeira vez desde 1974 (quando ainda era Zaire), também avançou após campanha consistente no Grupo K .

O continente africano celebra o desempenho histórico: nove seleções classificadas para o mata-mata, com Cabo Verde como o maior símbolo da quebra de paradigmas.