Caíque Verli, de 33 anos, jornalista da TV Gazeta, afiliada da Globo no Espírito Santo, foi encontrado morto em seu apartamento, em Vitória. Polícia Civil trabalha, inicialmente, com a hipótese de morte natural, mas aguarda laudos periciais para confirmar a causa do óbito
A morte do jornalista Caíque Verli, de 33 anos, comoveu profissionais da comunicação e telespectadores nesta quinta-feira (23). Repórter da TV Gazeta, afiliada da Rede Globo no Espírito Santo, ele foi encontrado sem vida no apartamento onde morava, em Vitória, por amigos que acionaram as autoridades.
A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) informou que o caso foi registrado inicialmente como encontro de cadáver e está sendo investigado pelo Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP). Embora as primeiras diligências apontem para uma morte natural, a corporação ressaltou que a causa do óbito somente poderá ser confirmada após a conclusão dos exames periciais.
Investigação aguarda resultado da perícia
De acordo com a Polícia Civil, as equipes realizaram os primeiros levantamentos no apartamento onde o jornalista foi encontrado.
Em nota, a instituição informou que, com base nas evidências observadas durante a perícia inicial e nas diligências realizadas no local, a principal hipótese é de morte natural.
Apesar dessa linha de investigação, a polícia reforçou que a conclusão oficial dependerá dos exames realizados pela Polícia Científica, responsável pela necropsia.
Após os procedimentos periciais no Instituto Médico-Legal (IML), o corpo foi liberado para os familiares.
Até a divulgação dos laudos, a investigação permanece em andamento.
Rede Gazeta lamenta perda
Em nota oficial, a Rede Gazeta lamentou profundamente a morte do jornalista e prestou solidariedade à família, aos amigos e aos colegas de profissão.
A emissora informou que os familiares de Caíque, residentes em Minas Gerais, foram comunicados e receberam o acompanhamento da empresa.
No comunicado, a TV Gazeta destacou a dedicação do profissional ao jornalismo e afirmou que seu legado permanecerá marcado pelo comprometimento, profissionalismo e respeito à informação.
A empresa também manifestou apoio aos colegas da redação, profundamente abalados com a perda.
Trajetória marcada pelo jornalismo
Natural de Carangola, na Zona da Mata mineira, Caíque Verli formou-se em Jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV).
Após concluir a graduação, ingressou na 17ª turma do Curso de Residência em Jornalismo da Rede Gazeta, programa voltado à formação de novos profissionais da comunicação.
Em 2017, iniciou sua carreira na redação multimídia da emissora, onde passou a atuar em diferentes plataformas de comunicação.
Além da televisão, Caíque também trabalhou no portal A Gazeta e na CBN Vitória, acumulando experiência no jornalismo digital, radiofônico e televisivo.
Com o passar dos anos, consolidou-se como um dos rostos conhecidos do telejornalismo capixaba, realizando reportagens sobre temas de interesse público e cobrindo acontecimentos de relevância para o Espírito Santo.
Presença também nas redes sociais
Fora das telas, Caíque mantinha presença ativa nas redes sociais, onde compartilhava registros de reportagens, bastidores da profissão e momentos do cotidiano.
Com mais de 10 mil seguidores, utilizava as plataformas para aproximar o público do trabalho jornalístico e dividir experiências da rotina de repórter.
Após a confirmação da morte, colegas de profissão, amigos e telespectadores utilizaram as redes sociais para prestar homenagens e lembrar do jornalista, destacando sua simpatia, profissionalismo e dedicação à carreira.
Comoção entre colegas
A notícia da morte repercutiu entre profissionais da imprensa em diferentes estados brasileiros, especialmente entre jornalistas que trabalharam com Caíque durante sua passagem pela Rede Gazeta e em outros veículos de comunicação.
Mensagens de pesar ressaltaram seu compromisso com a informação, o relacionamento respeitoso com fontes e colegas e a paixão pelo exercício do jornalismo.
Enquanto familiares se preparam para as despedidas, a Polícia Civil segue aguardando os resultados dos exames periciais que deverão confirmar oficialmente a causa da morte do jornalista. Até a conclusão da investigação, permanece a hipótese inicial de morte natural apresentada pelas autoridades.



