Corpo de Bombeiros chega ao sexto dia consecutivo de buscas por homem de 80 anos desaparecido em área de mata em Buenópolis. Drone, equipes terrestres, familiares e voluntários atuam na operação, que já dura oito dias desde o desaparecimento
As buscas pelo idoso de 80 anos desaparecido em uma área de mata no município de Buenópolis, na região Central de Minas Gerais, entraram no sexto dia consecutivo de operação do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG). O homem, identificado pelas iniciais B.P.S., está desaparecido há oito dias, mobilizando uma força-tarefa que reúne militares, familiares e voluntários na esperança de encontrá-lo.
A operação, coordenada pelo Posto Avançado do Corpo de Bombeiros de Bocaiuva, segue sendo realizada em uma extensa área de vegetação nativa, considerada de difícil acesso devido ao relevo irregular, à mata fechada e às condições naturais do terreno, que tornam o trabalho das equipes ainda mais complexo.
De acordo com os bombeiros, o idoso desapareceu após sair de casa para colher plantas medicinais, atividade que costumava realizar com frequência na região. No entanto, após entrar na mata, ele não retornou para casa, o que levou familiares a acionarem as autoridades.
O desaparecimento foi oficialmente comunicado no último sábado (18), quando as primeiras equipes iniciaram as buscas. Desde então, o trabalho é realizado diariamente, com planejamento estratégico e utilização de diferentes recursos tecnológicos para ampliar as possibilidades de localização.
Operação utiliza drone e varreduras em solo
Para aumentar a eficiência das buscas, o Corpo de Bombeiros dividiu a área em quadrantes, metodologia que permite uma inspeção minuciosa de cada trecho da vegetação.
Além das equipes em solo, a corporação emprega uma aeronave remotamente pilotada (drone), utilizada para realizar sobrevoos em locais de difícil acesso e ampliar o campo de visão dos militares, identificando possíveis vestígios que não seriam facilmente percebidos durante as caminhadas pela mata.
Os equipamentos tecnológicos são considerados fundamentais em operações dessa natureza, especialmente em regiões de vegetação densa e terrenos acidentados.
Familiares e voluntários reforçam a força-tarefa
Além dos militares, familiares, amigos e moradores da região também permanecem mobilizados nas buscas, auxiliando na varredura de diferentes pontos da mata.
Na quarta-feira (22), participaram da operação três militares do Corpo de Bombeiros e cinco voluntários, que percorreram novas áreas previamente mapeadas pela coordenação da missão.
Durante o trabalho foram realizados novos voos com drone, reconhecimento de áreas adjacentes ao ponto onde o idoso foi visto pela última vez e inspeções detalhadas em trilhas, cursos d’água e regiões de vegetação mais fechada.
Apesar dos esforços concentrados, nenhum vestígio ou indício que pudesse indicar o paradeiro do desaparecido foi localizado.
Terreno dificulta os trabalhos
Segundo o Corpo de Bombeiros, as características da região representam um dos principais desafios enfrentados pelas equipes.
A vegetação fechada reduz significativamente a visibilidade, enquanto o relevo irregular exige deslocamentos lentos e cuidadosos dos militares e voluntários.
Outro fator que interfere diretamente na operação é a limitação do trabalho durante o período noturno.
Por questões de segurança, as atividades são encerradas ao anoitecer, quando a baixa luminosidade aumenta os riscos de acidentes e dificulta a eficiência das buscas.
As equipes retomam os trabalhos logo nas primeiras horas da manhã, aproveitando a luz natural para ampliar a cobertura da área.
Operação continua sem prazo para terminar
As buscas foram reiniciadas nesta quinta-feira (23) e seguem sem previsão de encerramento.
O Corpo de Bombeiros informou que os trabalhos continuarão enquanto houver possibilidade de localização do idoso, mantendo o emprego de recursos humanos e tecnológicos na tentativa de encontrar B.P.S.
Casos de desaparecimento em áreas de mata exigem planejamento constante, avaliação das informações obtidas durante cada etapa da operação e adaptação das estratégias de busca conforme as características do terreno.
Enquanto isso, familiares permanecem acompanhando a força-tarefa e alimentando a esperança de reencontrar o idoso.
A mobilização conjunta entre militares, voluntários e moradores demonstra a solidariedade da comunidade diante de um momento de angústia, reforçando o compromisso das equipes de resgate em não medir esforços até que o desaparecido seja localizado.



