Incêndio teve início no motor durante subida de serra, consumiu totalmente o coletivo e se alastrou para a vegetação; trânsito foi desviado por mais de três horas
Um susto de grandes proporções tomou conta dos motoristas que trafegavam pela BR-365 na manhã deste domingo (5 de julho), quando um ônibus de turismo foi completamente destruído por um incêndio de rápida propagação nas proximidades do Posto Barral II, no trecho de serra que dá acesso a Pirapora, em Montes Claros, no Norte de Minas Gerais. O fogo, que começou por volta das 9h30 no compartimento do motor durante a subida de uma inclinação acentuada, transformou o veículo em uma verdadeira bola de chamas em questão de minutos, exigindo resposta imediata de múltiplas equipes de socorro.
Segundo relato do condutor à Polícia Rodoviária Federal (PRF), ele percebeu os primeiros sinais de superaquecimento e, logo em seguida, faíscas saindo da parte traseira do coletivo. Com presença de espírito, o motorista conseguiu estacionar o ônibus no acostamento, desligar o motor e evacuar o veículo, que estava vazio no momento do incidente – o que, segundo as autoridades, foi determinante para que não houvesse vítimas fatais ou feridos com queimaduras. Minutos depois, as chamas já haviam tomado conta da carroceria, dos bancos e da estrutura interna, gerando uma densa cortina de fumaça preta que podia ser avistada a quilômetros de distância.
O Corpo de Bombeiros Militar mobilizou três viaturas especializadas para o combate às chamas: as unidades ABTS 0003 e ABTS 4674, equipadas com tanques de água e espuma extintora, além do veículo de apoio ACA 0141, que garantiu o abastecimento contínuo durante a operação. Ao chegarem ao local, os bombeiros depararam-se com o ônibus já completamente envolvido pelo fogo e com as labaredas se estendendo para a vegetação seca às margens da pista, agravadas pelo vento e pelo calor típico da estação seca na região. A equipe precisou atuar em duas frentes simultâneas: uma para conter o incêndio no veículo e outra para controlar o foco florestal que ameaçava se alastrar pelo cerrado adjacente, evitando um desastre ambiental de maiores proporções.
Durante toda a operação de combate, que durou cerca de 50 minutos, a BR-365 foi totalmente interditada nos dois sentidos como medida de segurança, uma vez que a fumaça densa e as chamas altas reduziram drasticamente a visibilidade e colocavam em risco os demais condutores que passavam pelo trecho. O congestionamento chegou a formar filas de aproximadamente 3 quilômetros, e a PRF orientou os motoristas a buscarem rotas alternativas pela via marginal enquanto o socorro atuava.
Após a extinção completa das chamas, os bombeiros realizaram minucioso trabalho de rescaldo – tanto no ônibus quanto na vegetação atingida – utilizando jatos de água e ferramentas manuais para remover brasas e garantir que não houvesse reignição. O coletivo, cuja origem e destino finais não foram informados pela empresa responsável, foi declarado perda total, com danos estimados em mais de R$ 400 mil. Felizmente, nenhum passageiro ou membro das equipes de resgate ficou ferido. As causas do incêndio serão investigadas por perícia, mas a principal hipótese aponta para falha mecânica no sistema de arrefecimento ou vazamento de óleo sobre partes quentes do motor. O trânsito foi totalmente liberado por volta das 13h, após a remoção dos destroços e a limpeza da pista.



