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Müller detona Seleção Brasileira e chama atual geração de "mentirosa e enganadora" - Rede Gazeta de Comunicação

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Müller detona Seleção Brasileira e chama atual geração de “mentirosa e enganadora”

Campeão mundial em 1994 classificou o elenco eliminado pela Noruega nas oitavas de final como o pior da história do Brasil

A eliminação da Seleção Brasileira nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, com a derrota por 2 a 1 para a Noruega, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, na noite do último domingo (5 de julho), provocou uma enxurrada de críticas de ex-jogadores, comentaristas e torcedores. Mas nenhuma foi tão contundente e ácida quanto a do ex-atacante Müller, campeão mundial com a Amarelinha em 1994. Em entrevista concedida ainda no gramado do estádio americano, o ídolo do São Paulo e do Cruzeiro não poupou palavras para classificar o elenco atual como a “pior geração da história” do futebol brasileiro, acusando os jogadores de mentirem e enganarem a torcida com falsas promessas de hexacampeonato.

“Esta, para mim, é a pior geração da Seleção Brasileira, tanto os remanescentes das duas Copas passadas quanto os da nova. Geração mentirosa e enganadora. Mentirosa porque não joga nada. Enganadora porque iludiu o torcedor brasileiro, que é passional e sentimental: ‘Ah, o hexa vem…’. A gente falava constantemente para não se iludir com a Seleção Brasileira”, disparou Müller, visivelmente irritado com o desempenho dos comandados de Carlo Ancelotti. O ex-atacante, que atuou como reserva na conquista do tetracampeonato em 1994, nos Estados Unidos, lembrou que a eliminação precoce faz com que o Brasil agora complete o maior jejum de títulos mundiais de sua história — a última conquista foi em 2002, e o intervalo de 24 anos supera a marca anterior de 1970 a 1994, que era de 24 anos também, mas que agora será ultrapassada.

Müller, que construiu sua trajetória de glórias com a camisa do São Paulo — onde disputou 387 partidas, marcou 160 gols e conquistou 16 títulos, incluindo dois Campeonatos Brasileiros, duas Libertadores e dois Mundiais de Clubes —, também estendeu suas críticas ao comando técnico. Para ele, a aposta em Carlo Ancelotti, mesmo com sua vasta experiência no futebol europeu de clubes, mostrou-se equivocada por se tratar de um treinador “estreante em Copas do Mundo” e que não conseguiu extrair o melhor de um elenco que, no papel, era apontado como um dos favoritos ao título. “Essa é a Seleção Brasileira da CBF, e o treinador, estreante em Copa do Mundo de seleções, é um treinador fraco, normal, não fez nada”, afirmou o ex-jogador, sem meias palavras.

O ex-atacante, que também defendeu o Cruzeiro entre 1998 e 2001 — com 121 jogos, 24 gols e o título da Copa do Brasil de 2000 —, ressaltou que a falha não é apenas técnica ou tática, mas também comportamental e emocional. Ele criticou a postura dos atletas dentro de campo, que segundo ele demonstraram apatia, falta de raça e ausência de identidade com a camisa amarela, características que sempre marcaram as grandes gerações do futebol brasileiro. “Não dá para comparar essa molecada com os times de 94, 2002 ou mesmo de 70. Faltam lideranças, falta vontade. Eles acham que só porque jogam na Europa já estão prontos, mas a Copa do Mundo é outra história”, desabafou.

As declarações de Müller rapidamente repercutiram nas redes sociais e dividiram a opinião pública. Enquanto muitos torcedores apoiaram as palavras duras do ex-craque, outros consideraram a crítica exagerada e desrespeitosa com atletas que, apesar da frustração, tentaram dar o melhor em campo. O próprio técnico Carlo Ancelotti, em coletiva pós-jogo, evitou entrar em polêmica, limitando-se a dizer que “respeita opiniões de ex-jogadores” e que “o futebol brasileiro precisa de união para reconstruir seu caminho”. A CBF, por sua vez, ainda não se manifestou oficialmente sobre as críticas. Com a eliminação, a Seleção agora se prepara para um ciclo de renovação forçada, com o objetivo de reerguer a imagem do futebol brasileiro no cenário internacional e, quem sabe,

encerrar o jejum que já se estende por mais de duas décadas.