Atacante foi artilheiro e melhor jogador do campeonato japonês em 2008, mas lesão e baixo rendimento marcaram rápida passagem pelo Galo em 2011
Em dia de Brasil e Japão pelas oitavas de final da Copa do Mundo, a trajetória de um atacante que construiu carreira sólida no país asiático, mas não repetiu o desempenho no futebol brasileiro, volta à tona. Marquinhos Cambalhota, que soma 202 gols oficiais em solo japonês, disputou apenas cinco partidas pelo Atlético-MG em 2011 e deixou o clube sem corresponder às expectativas.
O atacante iniciou a carreira profissional no Ponta Grossa-PR, em 1998, e transferiu-se para o Coritiba no ano seguinte. Foi no clube paranaense que ganhou o apelido “Cambalhota”, devido aos saltos mortais que realizava ao comemorar gols. Em 2001, foi negociado com o Tokyo Verdy, dando início a uma trajetória de sucesso no futebol japonês.
Ao longo da década seguinte, Marquinhos defendeu Yokohama F. Marinos, JEF United Ichihara e Kashima Antlers. Foi neste último que viveu o auge da carreira: entre 2007 e 2010, conquistou três títulos do campeonato nacional e, em 2008, marcou 29 gols em 40 partidas, sendo eleito artilheiro e melhor jogador da J-League.
Em 2011, transferiu-se para o Vegalta Sendai, mas disputou apenas uma partida. O terremoto seguido de tsunami que devastou a cidade de Sendai em março daquele ano interrompeu sua passagem pelo clube. “As pessoas não conseguiam ficar em pé, prédio e chão rachado, poste caindo nos carros. Parecia final de filme de terror”, relatou o jogador na época.
Diante da tragédia, Marquinhos optou por retornar ao Brasil e, em abril de 2011, foi apresentado como reforço do Atlético-MG. O diretor de futebol alvinegro à época, Eduardo Maluf, afirmou que o atacante havia sido recomendado por técnicos brasileiros com experiência no Japão, como Oswaldo de Oliveira, Levir Culpi e Adílson Batista.
No entanto, o atleta não conseguiu repetir as atuações que o consagraram no Oriente. Uma lesão no início do Campeonato Brasileiro limitou sua participação. Ao todo, entrou em campo em cinco ocasiões, sempre saindo do banco de reservas. Sua partida mais lembrada ocorreu em novembro, contra o Grêmio, pela 33ª rodada da competição. Aos 28 minutos do segundo tempo, marcou o segundo gol da vitória por 2 a 0, na Arena do Jacaré, em jogo decisivo na luta contra o rebaixamento.
Após o fim da temporada, Marquinhos rescindiu o contrato com o Atlético em comum acordo e retornou ao Japão em 2012, defendendo Yokohama Marinos e Vissel Kobe antes de encerrar a carreira em 2014. Onze anos depois, já com 49 anos, voltou a atuar profissionalmente pelo Bataguassu, na Segunda Divisão do Campeonato Sul-Mato-Grossense, em 2025.



