Descrição da imagem
Atlético-MG embolsa cerca de R$ 1,2 milhão com quarteto de jogadores convocados para o Mundial - Rede Gazeta de Comunicação

PUBLICIDADE

Atlético-MG embolsa cerca de R$ 1,2 milhão com quarteto de jogadores convocados para o Mundial

Zagueiro Junior Alonso (Paraguai) e trio equatoriano Alan Franco, Angelo Preciado e Alan Minda renderam cifras à FIFA

A participação do Atlético-MG na Copa do Mundo de 2026, sediada nos Estados Unidos, chegou ao fim no último sábado (5 de julho), mas o clube mineiro já pode comemorar um significativo reforço em seus cofres – mesmo sem ter nenhum jogador na reta final da competição. Com a eliminação do Paraguai, do zagueiro Junior Alonso, diante da França por 1 a 0 nas oitavas de final, em partida realizada no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, o Galo encerrou sua representação no torneio com quatro atletas cedidos a seleções sul-americanas. E, de acordo com os cálculos do No Ataque, o clube deve receber da Federação Internacional de Futebol (FIFA) um valor estimado em cerca de R$ 1,2 milhão, proveniente do Programa de Benefícios aos Clubes, que remunera as agremiações pela cessão de seus jogadores durante o período do Mundial.

Além de Junior Alonso, que já está de saída do Atlético, mas ainda possui vínculo contratual com o clube até o fim da temporada, outros três atletas do elenco alvinegro marcaram presença na competição representando o Equador: o lateral-direito Angelo Preciado, o volante Alan Franco e o atacante Alan Minda. A seleção equatoriana, no entanto, teve uma campanha mais curta e foi eliminada ainda na fase de 16 avos de final (segunda fase), na terça-feira (30 de junho), após ser derrotada por 2 a 0 pelo México no Estádio Azteca, na Cidade do México. Com isso, os três jogadores retornaram ao Brasil antes mesmo do encerramento da primeira semana de jogos eliminatórios.

O sistema de compensação financeira da FIFA funciona de forma objetiva: cada clube recebe aproximadamente 5 mil dólares diários (cerca de R$ 26.061,00, na cotação atual) por cada atleta convocado, contabilizando desde o dia da apresentação à seleção até a data da eliminação ou do último jogo do país na competição. No caso dos equatorianos, a apresentação ocorreu no dia 28 de maio, o que significa que o Atlético foi remunerado por um período de 33 dias (do dia 28 de maio até 30 de junho). Já Junior Alonso, que também se apresentou à seleção paraguaia em 28 de maio, teve sua contagem estendida até 5 de julho, totalizando 39 dias de compensação.

Somando os períodos de todos os quatro jogadores, o Galo acumula aproximadamente 144 dias de “diárias” pagas pela FIFA. Multiplicando esse número pelo valor diário de US$ 5 mil (que, convertido, chega a cerca de R$ 26 mil), o montante bruto estimado gira em torno de US$ 720 mil, o que corresponde a aproximadamente R$ 3,75 milhões em termos brutos.

No entanto, é importante destacar que o valor líquido que efetivamente ingressará nos cofres do clube pode ser menor, uma vez que há descontos e rateios previstos no próprio regulamento do programa, além de possíveis acordos com os atletas sobre a divisão desses valores, prática comum em contratos de futebol.

Apesar do reforço financeiro, o Atlético agora volta suas atenções para o restante da temporada, com os olhos no Campeonato Brasileiro e nas copas nacionais. A ausência dos quatro atletas durante a preparação e os primeiros jogos do segundo semestre – especialmente dos equatorianos, que já estão reintegrados ao elenco – exigiu ajustes táticos do técnico Cuca, que precisou contar com a base e atletas do departamento de transição para suprir as lacunas. Com o fim da Copa, o clube espera ter todos os jogadores disponíveis para a sequência da competição, incluindo Junior Alonso, que, apesar da especulação sobre sua saída, ainda pode atuar pelo Galo até a janela de transferências internacionais se fechar. O valor arrecadado, ainda que modesto perto das cifras milionárias movimentadas pelo futebol, ajuda a equilibrar as contas em um ano de investimentos e desafios múltiplos para o clube mineiro.