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Absolar alerta para gargalos no setor e defende modernização urgente da infraestrutura elétrica brasileira - Rede Gazeta de Comunicação

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Absolar alerta para gargalos no setor e defende modernização urgente da infraestrutura elétrica brasileira

Acionamento de plano emergencial do ONS para administrar excedentes de energia expõe deficiências estruturais do sistema elétrico nacional e reforça a necessidade de investimentos em armazenamento, flexibilidade operacional e atualização regulatória.

O acionamento do plano emergencial do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), neste domingo (7), para a gestão de excedentes de energia junto às redes de distribuição, reacendeu o debate sobre a capacidade da infraestrutura elétrica brasileira de acompanhar o crescimento acelerado das fontes renováveis. Para a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), a medida evidencia um problema estrutural que se arrasta há anos e que exige ações imediatas por parte do governo e dos órgãos reguladores.

Segundo a entidade, a combinação entre elevada geração solar, favorecida pela intensa irradiação registrada durante o feriado prolongado, e a redução da demanda por energia criou um cenário que já era considerado previsível. Para especialistas do setor, situações como essa tendem a se tornar cada vez mais frequentes à medida que o Brasil amplia sua participação de fontes renováveis na matriz elétrica.

A ABSOLAR avalia que o desafio não está na expansão da geração limpa, mas na ausência de investimentos proporcionais em mecanismos capazes de garantir maior flexibilidade ao sistema. Entre as principais soluções defendidas pela associação estão a ampliação da capacidade de armazenamento por baterias, a modernização da infraestrutura elétrica e o aperfeiçoamento dos mecanismos de controle de carga.

O CEO da ABSOLAR, Rodrigo Sauaia, afirma que o Sistema Interligado Nacional (SIN) atingiu um ponto de inflexão. De acordo com ele, o crescimento da geração renovável ocorreu sem o desenvolvimento simultâneo de ferramentas adequadas para administrar a variabilidade dessas fontes.

“O sistema elétrico nacional cresceu em geração renovável solar, eólica, hídrica a fio d’água, biomassa e biogás, porém sem o correspondente investimento em mecanismos de flexibilidade, armazenamento de energia elétrica e controle de carga. O desequilíbrio não é resultado da expansão de apenas uma fonte, mas da falta de políticas públicas estruturantes capazes de acompanhar essa evolução”, destaca Sauaia.

Atualmente, o Brasil possui mais de 70 gigawatts (GW) de capacidade instalada de energia solar fotovoltaica em operação, além de mais de 34 GW provenientes da energia eólica. A expansão dessas fontes renováveis contribuiu significativamente para diversificar a matriz elétrica nacional, reduzindo a dependência de reservatórios hidrelétricos e aumentando a segurança energética em períodos de escassez hídrica.

Para a presidente do Conselho de Administração da ABSOLAR, Bárbara Rubim, o avanço das energias renováveis representa uma conquista estratégica para o País. Entretanto, ela ressalta que transformações dessa magnitude exigem planejamento de longo prazo e investimentos compatíveis em infraestrutura.

“A transição energética brasileira foi bem-sucedida na expansão da geração limpa, mas o País ainda apresenta um déficit preocupante em mecanismos que permitam administrar de forma eficiente essa nova realidade”, observa.

Entre os principais gargalos apontados pela entidade