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Rodeios em Minas terão sustentabilidade, bem-estar animal e segurança debatidos em audiência pública na ALMG - Rede Gazeta de Comunicação

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Rodeios em Minas terão sustentabilidade, bem-estar animal e segurança debatidos em audiência pública na ALMG

A tradição dos rodeios em Minas Gerais, reconhecida por sua relevância cultural e impacto econômico, será tema de um amplo debate nesta quarta-feira (8), às 16h, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. A audiência pública, que acontece no Plenarinho I da sede do Legislativo estadual, pretende discutir caminhos para o aprimoramento da atividade, conciliando tradição, geração de renda e o cumprimento de normas de segurança e bem-estar.

A iniciativa partiu do deputado Antonio Carlos Arantes, que destaca a importância dos rodeios como manifestação cultural profundamente enraizada em diversas regiões mineiras. Segundo o parlamentar, esses eventos integram o calendário festivo de inúmeros municípios e desempenham papel relevante na economia local, movimentando cadeias produtivas ligadas ao agronegócio, turismo, comércio e prestação de serviços.

Durante a audiência, serão debatidos temas centrais como a geração de emprego e renda, as condições de trabalho dos peões, o bem-estar dos animais utilizados nas competições e a segurança do público que frequenta os eventos. A proposta é promover uma discussão técnica e transparente, reunindo diferentes setores envolvidos na realização dos rodeios.

Entre os convidados estão representantes do Instituto Mineiro de Agropecuária, da Associação Os Independentes, da Federação de Rodeio de Minas Gerais, do Conselho Regional de Medicina Veterinária e da Confederação Nacional de Rodeio. A expectativa é que o encontro contribua para a construção de propostas que fortaleçam a atividade de forma responsável e sustentável.

De acordo com Antonio Carlos Arantes, a crescente preocupação da sociedade com temas como sustentabilidade ambiental, proteção animal e segurança exige uma revisão constante das práticas adotadas no setor. “A crescente preocupação da sociedade com a sustentabilidade ambiental, o bem-estar animal e a segurança dos competidores e do público impõe a necessidade de um debate amplo, técnico e transparente sobre os rodeios”, afirma.

Tradição cultural e impacto econômico

Minas Gerais possui uma forte tradição na realização de rodeios, que vão além do entretenimento e se consolidam como importantes motores econômicos em diversas cidades. Os eventos geram empregos formais e informais, movimentam o comércio local e impulsionam setores como hotelaria, alimentação, transporte e segurança privada, além de fortalecer a produção cultural.

Esse protagonismo foi evidenciado nacionalmente em 2025, durante a Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos, quando o estado apresentou o Portfólio das Festas de Peão de Minas Gerais. O levantamento reuniu mais de 570 eventos, colocando Minas na liderança nacional em número de festas do segmento.

Patrimônio cultural em debate

O reconhecimento da importância dos rodeios também avança no campo legislativo. O deputado Antonio Carlos Arantes é autor do Projeto de Lei 5.359/26, que propõe declarar o rodeio cutiano e outras manifestações ligadas ao meio rural como patrimônio histórico e cultural imaterial de Minas Gerais.

O rodeio cutiano, uma das modalidades mais tradicionais do país, surgiu no Brasil há cerca de 70 anos e é caracterizado pela montaria em cavalos bravos. Sua preservação, segundo o parlamentar, está diretamente ligada à valorização das raízes culturais do interior e das tradições do campo.

Equilíbrio entre tradição e responsabilidade

A audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais surge, portanto, como um espaço estratégico para alinhar interesses e promover avanços no setor. A proposta é encontrar um equilíbrio entre a manutenção da tradição cultural dos rodeios e a adoção de práticas que garantam responsabilidade social, respeito às normas legais e proteção aos envolvidos — sejam eles trabalhadores, animais ou o público.

Ao colocar o tema em pauta, o Legislativo mineiro abre caminho para a construção de políticas e diretrizes que assegurem a continuidade da atividade de forma sustentável, acompanhando as demandas contemporâneas da sociedade e fortalecendo um dos segmentos mais tradicionais da cultura mineira.