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Incêndio na área de proteção do Parque Estadual da Lapa Grande entra em fase de monitoramento - Rede Gazeta de Comunicação

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Incêndio na área de proteção do Parque Estadual da Lapa Grande entra em fase de monitoramento

Equipes realizaram rescaldo e enterrio de tocos em combustão na zona de amortecimento e às margens da BR-365; pontos de fumaça continuam sendo acompanhados

O incêndio que atingiu áreas próximas ao Parque Estadual da Lapa Grande, em Montes Claros, entrou em uma nova etapa de controle nesta quinta-feira (3). Durante a tarde, as equipes que atuam no combate às chamas retornaram às áreas atingidas para realizar o monitoramento e o rescaldo dos pontos que ainda apresentavam sinais de combustão.

Na zona de amortecimento do Parque Estadual da Lapa Grande, a situação foi considerada controlada. As equipes realizaram o rescaldo completo da área atingida e não identificaram, até o momento, riscos de reignição. Entre os procedimentos adotados esteve o enterrio de tocos que ainda apresentavam combustão, uma medida utilizada para eliminar fontes de calor que poderiam contribuir para o surgimento de novos focos.

A zona de amortecimento exerce papel importante na proteção das unidades de conservação, funcionando como uma área no entorno do parque na qual atividades e ocorrências podem ter reflexos sobre a preservação ambiental. Por isso, mesmo depois de controladas as chamas, o acompanhamento da região permanece necessário.

Outro ponto que recebeu a atenção das equipes foi a margem esquerda da BR-365, nas proximidades do Posto Barral 2. No local, também foram executados trabalhos de rescaldo e enterrio dos tocos que permaneciam em combustão no interior da área atingida pelo fogo.

Após a conclusão dos procedimentos, a maior parte dos focos foi eliminada. Entretanto, algumas árvores de grande porte ainda apresentam pontos de fumaça no interior da área queimada. Esses locais permanecem sob observação das equipes, justamente para identificar qualquer sinal de retomada das chamas.

A presença de fumaça após o controle de um incêndio florestal não significa necessariamente que exista um novo incêndio em propagação. Em áreas atingidas pelo fogo, raízes, troncos e tocos podem permanecer aquecidos por horas ou até dias e voltar a liberar calor e fumaça. Por esse motivo, o rescaldo é considerado uma etapa fundamental do trabalho de combate.

O enterrio dos tocos em combustão ajuda a reduzir a exposição do material ao oxigênio e contribui para interromper a combustão em pontos que podem permanecer ativos mesmo após o desaparecimento das chamas visíveis.

Monitoramento continua

Apesar de a situação na zona de amortecimento do Parque Estadual da Lapa Grande estar controlada, o trabalho das equipes ainda não foi encerrado. O monitoramento das áreas atingidas é necessário para garantir que os focos eliminados não voltem a se propagar.

Na região próxima à BR-365, a atenção permanece concentrada nas árvores de grande porte que ainda apresentam pontos de fumaça. As equipes acompanham a evolução desses locais para verificar se haverá necessidade de novas ações de rescaldo.

O controle do incêndio também reduz os riscos para áreas de vegetação que ainda não foram atingidas. Em períodos de estiagem, com vegetação mais seca, temperaturas elevadas e baixa umidade, pequenos focos podem voltar a ganhar força caso permaneçam materiais em combustão no interior da área queimada.

O Parque Estadual da Lapa Grande é uma importante área de conservação ambiental de Montes Claros e abriga remanescentes de vegetação nativa do Cerrado, além de nascentes, cursos d’água, cavernas e rica biodiversidade. A proteção da unidade e de seu entorno é estratégica para a preservação dos recursos naturais da região.

A ocorrência também reforça a necessidade de atenção durante o período de estiagem no Norte de Minas. A combinação de tempo seco e vegetação ressecada favorece a propagação rápida do fogo e dificulta o trabalho das equipes, principalmente em terrenos de difícil acesso.

Com a situação controlada na zona de amortecimento e os pontos remanescentes às margens da BR-365 sob monitoramento, a prioridade agora é assegurar que não haja reignição. O acompanhamento continuará até que as áreas sejam consideradas completamente seguras.