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Incêndio em ferro-velho se espalha para lotes vizinhos, destrói materiais automotivos e mobiliza Corpo de Bombeiros - Rede Gazeta de Comunicação

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Incêndio em ferro-velho se espalha para lotes vizinhos, destrói materiais automotivos e mobiliza Corpo de Bombeiros

Chamas consumiram vegetação em três terrenos e atingiram um ferro-velho com grande quantidade de peças automotivas, pneus e estruturas metálicas. Operação dos bombeiros durou cerca de duas horas e meia, utilizou aproximadamente 4,5 mil litros de água e evitou que o fogo alcançasse imóveis vizinhos

Um incêndio de grandes proporções registrado em um ferro-velho de Montes Claros mobilizou diversas equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) e exigiu uma operação de combate às chamas que se estendeu por aproximadamente duas horas e meia. O fogo atingiu três lotes contíguos, destruiu parte significativa de materiais automotivos armazenados no estabelecimento e consumiu completamente a vegetação de terrenos vizinhos, mas foi controlado antes que alcançasse edificações próximas.

A ocorrência foi atendida por militares do 7º Batalhão de Bombeiros Militar, após acionamento realizado por meio do Centro de Operações de Bombeiros (COBOM). Assim que chegaram ao endereço indicado, as equipes constataram que o incêndio já havia se propagado por uma ampla área, envolvendo simultaneamente um ferro-velho e dois terrenos laterais cobertos por vegetação seca.

Segundo o Corpo de Bombeiros, os dois lotes vizinhos, cada um com aproximadamente 600 metros quadrados, tiveram toda a vegetação consumida pelas chamas. Apesar da intensidade do fogo, a existência de aceiros ao longo dos muros funcionou como uma importante barreira de proteção, impedindo que o incêndio avançasse para outros imóveis e reduzindo significativamente os riscos de uma propagação ainda maior.

O foco principal do incêndio estava concentrado no lote central, uma área de cerca de 500 metros quadrados utilizada como ferro-velho. No local havia grande quantidade de materiais automotivos armazenados, incluindo latarias, motores, caixas de câmbio, bancos, consoles, forros de teto, peças plásticas, pneus e diversos componentes provenientes de veículos desmontados.

Também estavam armazenados no terreno um baú refrigerado pertencente a um veículo do tipo HR, um baú de caminhão e outros equipamentos metálicos de grande porte. Parte desse material foi completamente destruída pelas chamas, enquanto outros itens sofreram danos provocados pelo calor intenso e pela ação do fogo.

Durante a ocorrência, o proprietário do imóvel compareceu ao local e informou aos militares que a área funcionava como um ferro-velho destinado ao armazenamento e comercialização de peças automotivas usadas.

Diante da complexidade da ocorrência e da elevada carga de material combustível presente no terreno, os bombeiros iniciaram um minucioso reconhecimento da área para definir a estratégia de combate. Em seguida, foram montadas duas linhas de ataque simultâneas, direcionadas tanto para a extinção do incêndio quanto para a proteção das áreas vizinhas e das possíveis edificações existentes nas proximidades.

A atuação rápida e coordenada das equipes foi fundamental para impedir que as chamas alcançassem imóveis residenciais ou comerciais localizados nas imediações. O trabalho concentrou-se inicialmente no controle do incêndio de maior intensidade, seguido pela contenção dos focos espalhados pela vegetação e pelos materiais armazenados no ferro-velho.

Ao longo de aproximadamente duas horas e trinta minutos de operação, os militares utilizaram cerca de 4.500 litros de água para controlar completamente o incêndio. A ação exigiu esforço contínuo das guarnições em razão da grande quantidade de materiais inflamáveis presentes no local, especialmente peças plásticas, revestimentos internos de veículos, pneus e outros componentes que favoreceram a propagação das chamas e produziram intensa fumaça.

Após a extinção do incêndio, os bombeiros iniciaram uma nova etapa da operação, realizando o trabalho de rescaldo. Essa fase consiste na eliminação de pequenos focos ainda existentes sob os escombros e entre os materiais queimados, evitando que o fogo volte a se desenvolver após a saída das equipes.

Além do rescaldo, foi realizado o monitoramento de toda a área afetada para garantir que não permanecessem pontos de calor capazes de provocar uma reignição. Somente depois da completa estabilização da ocorrência o local foi considerado seguro.

Concluídos os trabalhos operacionais, a área foi deixada sob a responsabilidade do proprietário, que deverá adotar as providências necessárias para a limpeza e avaliação dos prejuízos provocados pelo incêndio.

A operação contou ainda com o apoio de outra guarnição especializada em combate a incêndios, da equipe do Comando de Bombeiros de Unidade (CBU) e de uma guarnição da Polícia Militar, que auxiliou no isolamento da área, na segurança da operação e no controle do acesso de pessoas durante o atendimento da ocorrência.

Apesar da grande dimensão do incêndio e dos expressivos danos materiais registrados no ferro-velho, não houve vítimas, fato atribuído à rápida atuação das equipes de emergência e à inexistência de pessoas na área diretamente atingida pelas chamas no momento do incidente.

As causas do incêndio ainda não foram divulgadas oficialmente e deverão ser apuradas. A origem do fogo poderá ser esclarecida por meio de levantamentos técnicos, caso haja solicitação para realização de perícia.

O Corpo de Bombeiros reforça que o período de estiagem registrado no Norte de Minas aumenta significativamente o risco de incêndios em vegetação. A baixa umidade do ar, as altas temperaturas e o acúmulo de material seco favorecem a rápida propagação das chamas, tornando essencial que proprietários mantenham terrenos limpos, construam aceiros quando necessário e evitem qualquer prática que possa provocar incêndios, como a queima de lixo ou vegetação.

A corporação também orienta que qualquer princípio de incêndio seja comunicado imediatamente pelos telefones de emergência, permitindo uma resposta rápida das equipes e reduzindo os riscos de propagação, prejuízos materiais e danos ao meio ambiente.