Escritora participou de tarde de autógrafos no estande da Editora Patuá e viveu, como autora e leitora, um dos principais encontros literários do país

A escritora Gi Lages viveu, neste mês, um momento marcante em sua trajetória literária: participou da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, onde esteve como autora e realizou uma tarde de autógrafos de Origami de Dezembro, publicado pela Editora Patuá.
Realizada de 4 a 13 de setembro, no Distrito Anhembi, em São Paulo, a Bienal reuniu autores, leitores, editoras e profissionais do mercado editorial em uma programação que combinou literatura, debates, encontros e atividades culturais. A edição de 2026 contou com 269 expositores e teve expectativa de receber mais de 700 mil visitantes.
Para Gi, a experiência representou também uma espécie de reencontro com o mundo dos livros fora das telas. Em um relato sobre a participação no evento, ela destacou a quantidade de pessoas reunidas por um motivo aparentemente simples, mas cada vez mais significativo: o livro.
“Eu vi o mundo além das telas do celular”, escreveu a autora ao compartilhar a experiência.
Nos corredores da Bienal, circularam leitores em busca de novas histórias, escritores apresentando suas obras e editoras mostrando diferentes caminhos da literatura. Romance, ficção, poesia e contos dividiram espaço em um ambiente marcado pela diversidade de estilos e pela aproximação entre quem escreve e quem lê.
Foi nesse cenário que Gi Lages apresentou Origami de Dezembro, obra que marca sua estreia individual na literatura e reúne poemas e textos que refletem uma trajetória construída ao longo dos anos. O livro já havia ganhado espaço no circuito literário de Montes Claros antes de chegar à Bienal. Em 2025, a escritora participou da antologia coletiva Bordados Poéticos, ao lado de outras cinco autoras.
A obra também aparece em registros editoriais nacionais como um livro de contos e poemas, ampliando a circulação do trabalho de Gi para além do cenário regional.



Da estreia ao encontro com leitores
A relação entre o título Origami de Dezembro e a trajetória da autora não é apenas literária. O origami, arte das dobraduras, também esteve presente na ambientação do lançamento realizado anteriormente em Montes Claros, estabelecendo uma ligação entre a identidade visual da obra e a experiência de quem participou daquele primeiro encontro com o livro.
Na Bienal, a autora passou a ocupar outro espaço: o de escritora diante de um público amplo, em um dos principais eventos do mercado editorial brasileiro.
A participação ocorreu no estande da Editora Patuá, casa editorial independente fundada em 2011 e dedicada principalmente à literatura brasileira contemporânea, com catálogo que reúne poesia, contos, romances e crônicas. A editora esteve presente na Bienal com autores realizando sessões de autógrafos e encontros com leitores.
Ao registrar a experiência, Gi Lages resumiu o significado da participação pela perspectiva de quem esteve dos dois lados da literatura: como leitora, acompanhando autores e obras; e como escritora, colocando o próprio livro diante do público.
“E eu estive lá: como escritora, como leitora, vivendo uma página linda da minha história”, escreveu.
A passagem pela Bienal acrescenta, assim, um novo capítulo à trajetória de Origami de Dezembro. Depois de nascer no circuito literário de Montes Claros, o livro ganhou espaço em um evento que transforma, durante dez dias, o Distrito Anhembi em ponto de encontro entre leitores, autores e editoras de diferentes partes do país.
Ao agradecer à Patuá pela oportunidade, Gi Lages também celebrou o encontro com outras escritoras, leitores e integrantes da editora, entre eles o editor e escritor Eduardo Lacerda.
No fim, a experiência parece ter deixado para a autora mais do que uma sessão de autógrafos. Ficou a imagem de uma escritora que atravessou as telas, encontrou gente, livros e histórias pelos corredores da Bienal e acrescentou uma nova página à própria caminhada literária.


