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1º de maio: o trabalho que não se compra - Rede Gazeta de Comunicação

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1º de maio: o trabalho que não se compra

Adelaide Valle Pires

Psicóloga

Estava aqui pensando no dia 1º de maio… o Dia do Trabalho.

E me veio à memória uma frase que ouvi não sei onde, nem quando, nem de quem — mas dessas que ficam:

“Você pode comprar o trabalho de uma pessoa… mas não o seu coração.”

Faz sentido.

Porque entusiasmo e lealdade não batem ponto.

Eles moram em outro lugar.

Você pode até comprar a força de trabalho…

mas não compra o cérebro — onde vivem a criatividade, a engenhosidade, o potencial.

E foi aí que me lembrei de um tripé que sustenta qualquer relação:

três palavras simples, todas começando com C — confiança, comprometimento e comunicação.

E uma pergunta se instalou em mim: como é que a gente conquista isso de verdade?

Como é que se alcança o coração… e o cérebro das pessoas?

Três verbos vieram primeiro: P2F01pensar, sentir e agir.

Mas a resposta veio simples — quase óbvia, dessas que a gente esquece:

conversando.

Quando a gente conversa de verdade, a gente começa a pensar.

E, pensando, a criatividade encontra espaço.

A gente também sente — e, sentindo, nasce algo importante:

a tal da responsabilidade.

Responsabilidade…

essa habilidade de escolher a resposta.

E, quando isso acontece, a pessoa deixa de ser só parte…

e passa a ser autor.

Ator.

Protagonista da própria história.

E aí, naturalmente… vem o comprometimento.

— “Mas e a confiança?” alguém poderia perguntar.

Eu arrisco dizer:

onde existe conversa verdadeira,

a confiança já começou.