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PRF intercepta veículo na BR-251 e conduz grávida em trabalho de parto até hospital de Montes Claros - Rede Gazeta de Comunicação

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PRF intercepta veículo na BR-251 e conduz grávida em trabalho de parto até hospital de Montes Claros

Motorista parou na base da corporação em Francisco Sá pedindo apoio; viaturas abriram caminho no trânsito intenso da noite e garantiram chegada segura à Santa Casa

A noite da última terça-feira (7) foi marcada por uma cena digna de filme nas rodovias do Norte de Minas Gerais. Uma gestante de 39 anos, que saiu da zona rural de Capitão Enéas em trabalho de parto avançado, precisou de uma intervenção rápida e decisiva da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para conseguir chegar a tempo à Santa Casa de Montes Claros. O que poderia ter se tornado uma situação de alto risco para a mãe e o bebê transformou-se em uma operação de emergência bem-sucedida, graças à agilidade da equipe policial e à integração dos serviços de segurança e saúde.

O drama teve início por volta das 19h30, quando o motorista do veículo particular que transportava a gestante parou na base operacional da PRF localizada no km 505 da BR-251, em Francisco Sá. Desesperado, ele relatou aos agentes que a mulher, de 39 anos, estava com dores intensas e contrações cada vez mais próximas — todos os sinais de que o parto estava iminente. A viagem desde a zona rural de Capitão Enéas até Montes Claros já havia sido longa e desgastante, e o condutor temia não conseguir vencer o trânsito noturno, especialmente na entrada da cidade, onde o fluxo de veículos costuma ser intenso no início da noite.

Diante da urgência da situação, a equipe da PRF, que realizava uma ronda preventiva na região, prontamente se mobilizou para prestar apoio. No entanto, a gestante, sentindo as dores se intensificarem a cada minuto, não pôde aguardar a chegada da viatura. O motorista, com a autorização da família, decidiu seguir viagem em direção ao perímetro urbano de Montes Claros, mesmo sem a escolta, na esperança de ganhar tempo. Ciente do risco iminente e do tráfego intenso que encontraria pela frente, a equipe da PRF iniciou imediatamente um deslocamento tático e ágil, com o objetivo de interceptar o veículo antes que ele adentrasse a área mais congestionada da cidade.

A perseguição — ou melhor, a corrida contra o tempo — durou alguns minutos. A viatura alcançou o automóvel particular na altura do km 524, já nos arredores de Montes Claros, exatamente no ponto onde o trânsito começa a se tornar mais denso. A partir desse momento, a operação ganhou um contorno ainda mais dramático: os policiais posicionaram a viatura à frente do carro, acionaram o giroflex e a sirene e começaram a abrir caminho entre os veículos que ocupavam as pistas da BR-251 e das vias urbanas.

O trajeto até a Santa Casa, que em condições normais levaria cerca de 20 a 30 minutos devido aos semáforos e ao fluxo de veículos, foi percorrido em tempo recorde. Os motoristas que estavam nas vias que davam acesso ao hospital perceberam a urgência da situação e, em sua maioria, colaboraram dando passagem à caravana. A escolta policial garantiu prioridade em todos os cruzamentos e semáforos, permitindo que o carro chegasse ao saguão do hospital às 19h50 — apenas 20 minutos após o pedido de ajuda na base da PRF, um tempo considerado excepcional para as condições normais de trânsito naquela hora.

Ao chegar à unidade de saúde, a gestante foi imediatamente recebida pela equipe da Santa Casa, que já havia sido comunicada sobre a chegada iminente e aguardava a paciente com uma cadeira de rodas e todos os equipamentos necessários para o acolhimento. Em nota enviada à imprensa, a instituição informou que a mulher, que estava com 39 semanas de gestação, foi prontamente encaminhada ao Bloco Obstétrico, onde recebeu toda a assistência obstétrica necessária. A equipe médica realizou os procedimentos de avaliação e, pouco tempo depois, o bebê nasceu saudável, sem complicações. Tanto a mãe quanto o recém-nascido passam bem e permanecem em observação na maternidade.

O caso mobilizou não apenas a PRF, mas também a equipe do Samu, que foi acionada como reforço para garantir suporte durante o trajeto, embora a escolta policial tenha sido suficiente para assegurar a chegada segura ao hospital. A integração entre os órgãos de segurança e saúde foi fundamental para o sucesso da operação, demonstrando a importância de protocolos bem definidos e de uma comunicação ágil entre as instituições em situações de emergência.