Mandado de busca e apreensão foi cumprido na residência de um suspeito de 22 anos; celulares foram apreendidos e passarão por perícia especializada
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (9), uma operação no município de Luislândia, no Norte de Minas Gerais, para combater crimes relacionados à exploração sexual de crianças e adolescentes na internet. A ação integra o trabalho permanente da corporação no enfrentamento aos delitos de armazenamento, aquisição, compartilhamento e disseminação de imagens contendo cenas de abuso sexual infantojuvenil.

Durante a operação, os policiais federais cumpriram um mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça. Na residência do investigado foram recolhidos dois aparelhos celulares, que agora serão submetidos à perícia técnica para aprofundar as investigações e verificar a existência de outros arquivos ou possíveis conexões com redes criminosas que atuam no ambiente virtual.
Segundo a Polícia Federal, as investigações apontaram que o suspeito, um homem de 22 anos, teria armazenado 108 arquivos contendo imagens e vídeos de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes. O material teria sido obtido e mantido em dispositivos eletrônicos durante o mês de fevereiro deste ano.
Embora a investigação tenha identificado o armazenamento do conteúdo ilícito, a Polícia Federal dará continuidade às análises periciais para verificar a origem dos arquivos, a forma como foram obtidos e se houve eventual compartilhamento ou participação em grupos dedicados à circulação desse tipo de material criminoso.
Material apreendido será periciado
Os celulares recolhidos durante a operação serão examinados por especialistas em informática forense da Polícia Federal.
A análise pericial busca recuperar dados, identificar arquivos eventualmente apagados, rastrear acessos a plataformas digitais e reunir elementos que possam fortalecer a investigação criminal.
Dependendo do resultado das perícias, novas diligências poderão ser realizadas e outros envolvidos poderão ser identificados.
Crime previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente
A posse, o armazenamento, a produção, a divulgação, a venda ou o compartilhamento de imagens de abuso sexual infantil constituem crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), com penas que variam conforme a conduta praticada.
Além do armazenamento, a legislação brasileira pune severamente quem produz, oferece, transmite, comercializa ou facilita o acesso a esse tipo de conteúdo, inclusive por meio da internet e de aplicativos de mensagens.
As investigações também podem alcançar pessoas que participam de redes de compartilhamento desse material em plataformas digitais, inclusive em ambientes considerados de acesso restrito.
Trabalho permanente de repressão
De acordo com a Polícia Federal, a operação realizada em Luislândia faz parte das ações permanentes desenvolvidas em todo o país para combater crimes de violência sexual contra crianças e adolescentes praticados no ambiente virtual.
A corporação destaca que o avanço da tecnologia ampliou as formas de atuação de criminosos na internet, tornando indispensável o monitoramento constante e o emprego de ferramentas especializadas de investigação para identificar autores e interromper a circulação desse tipo de material.
As operações também têm como objetivo proteger as vítimas, impedir a continuidade dos crimes e responsabilizar criminalmente os envolvidos.
Alerta aos pais e responsáveis
Além da repressão aos crimes, a Polícia Federal reforça a importância da prevenção.
A instituição orienta que pais e responsáveis acompanhem de forma ativa a rotina digital de crianças e adolescentes, observando os conteúdos acessados, as redes sociais utilizadas e as pessoas com quem mantêm contato no ambiente virtual.
O diálogo sobre segurança na internet, o uso de ferramentas de controle parental e a supervisão adequada do acesso às plataformas digitais são medidas consideradas fundamentais para reduzir os riscos de aliciamento, exploração e abuso sexual.
A Polícia Federal ressalta que a proteção de crianças e adolescentes depende da atuação conjunta das autoridades, das famílias, das escolas e da sociedade, reforçando que denúncias de crimes dessa natureza podem contribuir para identificar vítimas, interromper práticas criminosas e responsabilizar os autores na forma da lei.



