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Período seco aumenta risco de incêndios em Montes Claros - Rede Gazeta de Comunicação

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Período seco aumenta risco de incêndios em Montes Claros

Baixa umidade, vegetação ressecada e ventos fortes favorecem a propagação das chamas; município alerta para prevenção e cuidados com a saúde

A combinação de baixa umidade do ar, vegetação seca e ventos fortes aumenta o risco de incêndios em Montes Claros e em outras áreas do Norte de Minas durante o período de estiagem. Na última semana, o município chegou a registrar apenas 12% de umidade relativa do ar, índice considerado muito baixo e que esteve entre os menores registrados no país naquele período.

O cenário exige atenção redobrada da população, principalmente em áreas rurais e próximas a terrenos com vegetação seca. Com a ausência de chuvas e o ressecamento da cobertura vegetal, pequenos focos de fogo podem se espalhar rapidamente, alcançando grandes áreas e ameaçando propriedades, plantações, animais e a própria população.

O alerta é reforçado pela Prefeitura de Montes Claros, por meio da Secretaria de Ambiente, Bem-Estar Animal e Sustentabilidade (SABEAS), que orienta os moradores a evitar qualquer prática que possa provocar queimadas.

Fogo pode causar danos ambientais e materiais

Além do risco de atingir imóveis e áreas produtivas, os incêndios provocam impactos ambientais significativos. As chamas podem destruir vegetação, matar animais e comprometer habitats, contribuindo para o desequilíbrio dos ecossistemas.

Em propriedades rurais, o fogo também pode atingir cercas, pastagens, plantações e criações. A situação se torna ainda mais perigosa quando há vento forte, que facilita a propagação das chamas e dificulta o controle dos focos.

A orientação é evitar a utilização do fogo para limpeza de terrenos, descarte de resíduos ou qualquer outra finalidade que possa sair do controle. A prevenção é considerada a principal forma de reduzir a ocorrência de incêndios durante a estiagem.

Provocar incêndio também pode configurar crime ambiental, conforme a legislação. Por isso, além dos prejuízos que uma queimada pode provocar, a prática pode resultar em responsabilização de quem der início ao fogo.

Umidade baixa também afeta a saúde

O período seco exige cuidados não apenas com o meio ambiente, mas também com a saúde. A umidade relativa do ar em níveis muito baixos pode provocar ressecamento das vias respiratórias, desconforto e agravamento de problemas respiratórios.

Crianças e idosos estão entre os grupos que merecem atenção especial. A recomendação é aumentar a ingestão de água ao longo do dia e evitar a exposição prolongada a ambientes excessivamente secos, especialmente nos períodos de maior calor.

A fumaça produzida por queimadas representa outro fator de preocupação. Além de reduzir a qualidade do ar, pode provocar irritação nos olhos e nas vias respiratórias e agravar sintomas em pessoas que já apresentam maior sensibilidade respiratória.

Bombeiros devem ser acionados

Ao identificar fumaça ou qualquer sinal de incêndio, a recomendação é não tentar combater as chamas por conta própria. O fogo pode mudar de direção rapidamente e colocar em risco quem tenta controlá-lo sem equipamentos e treinamento adequados.

A orientação é acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros Militar pelo telefone 193, informando o local e, se possível, as características do incêndio.

Em um período marcado por condições favoráveis à propagação das chamas, atitudes preventivas podem evitar que pequenos focos se transformem em incêndios de grandes proporções. O cuidado com terrenos, áreas de vegetação e o descarte adequado de materiais inflamáveis são medidas que ajudam a proteger o meio ambiente, os animais, as propriedades e a população.

Com a estiagem, a responsabilidade é coletiva: evitar o fogo e comunicar rapidamente qualquer princípio de incêndio são medidas fundamentais para reduzir os riscos durante os meses mais secos do ano.