Adelaide Valle Pires
Psicóloga
Tem palavras que nos levam direto para a raiz.
E é impossível falar de raiz…
sem passar por ela.
Outro dia, encontrei uma frase nas anotações do meu pai.
Dizia assim:
“Para aqueles que chamamos de mortos, a morte não é o problema.
O problema é serem esquecidos.”
Fiquei pensando nisso.
Porque tem presença que não desaparece.
Ela muda de lugar… mas não sai da gente.
Mãe.
E, curiosamente, me veio uma lembrança antiga.
Uma redação que escrevi ainda menina.
Começava assim:
“Ser mãe é padecer no paraíso.”
E dizia também que o segundo domingo de maio
é destinado a todas as mães do mundo —
seja ela rica ou pobre, nova ou velha…
porque ser mãe talvez seja o único denominador comum entre as mulheres.
Hoje, olhando de novo…
eu entendo melhor o que eu ainda nem sabia explicar.
Mãe, para mim, sempre foi mais do que um nome.
Minha
Admiração
Eterna.
Ela está em tudo.
Está na raiz — onde tudo começa.
Está no tronco — onde a vida se sustenta.
E continua na copa —
no que ainda cresce dentro da gente.
Como disse Ruy Barbosa:
“Amor de mãe não morre.
Só muda de atmosfera.”



