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Galo e Raposa decidem quem segue vivo na Copa do Brasil - Rede Gazeta de Comunicação

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Galo e Raposa decidem quem segue vivo na Copa do Brasil

Atlético e Cruzeiro entram em campo nesta terça-feira (1º), às 21h, na Arena MRV, com a vaga nas semifinais em jogo; depois do 1 a 1 no Mineirão, quem vencer avança — e novo empate manda a decisão para os pênaltis

Prepare o coração, esconda o controle remoto e, se for preciso, avise a família que a paz doméstica está suspensa por algumas horas. Nesta terça-feira (1º), Atlético e Cruzeiro voltam a se encontrar para mais um capítulo daqueles clássicos mineiros que dispensam apresentação e sobram em tensão. A bola rola às 21h, na Arena MRV, no jogo de volta das quartas de final da Copa do Brasil.

E não tem essa de “depois eu vejo o resultado”. O negócio é assistir ao jogo.

Porque desta vez não existe vantagem para ninguém.

No primeiro confronto, disputado no Mineirão, os rivais ficaram no 1 a 1, em uma partida que teve golaços, muita disputa e até susto com o zagueiro Ruan Tressoldi, do Atlético, que sofreu uma concussão após choque com Kaio Jorge. Com o empate, a classificação ficou completamente aberta.

Agora é simples, embora o coração diga o contrário: quem ganhar está na semifinal. Se terminar empatado novamente, a vaga será decidida nos pênaltis. Ou seja: ninguém poderá ficar fazendo conta no sofá. É ganhar ou preparar o psicológico para a loteria das penalidades.

O Mineirão já deu o recado

Se alguém ainda tinha dúvida sobre o tamanho da rivalidade, o primeiro jogo tratou de responder.

O clássico levou 59.225 torcedores ao Mineirão, estabelecendo o maior público da Copa do Brasil de 2026 até aquele momento. A renda também foi recorde na competição, chegando a aproximadamente R$ 4,9 milhões.

Agora a festa muda de endereço e vai para a Arena MRV.

O Atlético terá o mando de campo e sabe que sua torcida será parte importante do espetáculo. Do outro lado, a torcida celeste chega com a velha receita do clássico: confiança, provocação e aquela certeza de que “dá para buscar”.

E, convenhamos, mineiro pode até falar baixo. Mas quando o assunto é Atlético x Cruzeiro, ninguém fica calado.

Vale muito mais do que uma vaga

A classificação para a semifinal não representa apenas a possibilidade de continuar sonhando com a taça. Há também dinheiro pesado na mesa.

Os oito clubes que chegaram às quartas de final já acumulam R$ 9 milhões em premiação, e quem avançar para a semifinal receberá mais R$ 9 milhões.

Ou seja: além da rivalidade, da provocação e da chance de eliminar o maior rival, há milhões de motivos para jogadores, dirigentes e torcedores tratarem os 90 minutos como uma final antecipada.

Mas torcedor não quer saber de planilha.

Quer saber quem vai rir por último.

Galo quer transformar a Arena em caldeirão

O Atlético sabe que terá a força de sua torcida ao seu lado. Depois do empate no Mineirão, o time alvinegro precisa aproveitar o fator casa para tentar colocar o Cruzeiro contra a parede.

O empate no primeiro jogo deixou uma certeza: qualquer descuido pode custar caro.

O Galo terá pela frente uma equipe que já mostrou capacidade de competir em alto nível e que também chega à decisão querendo provar que pode sobreviver ao ambiente hostil da Arena MRV.

E aí entra aquela velha máxima do futebol: 90 minutos são muito tempo para quem está perdendo e pouco tempo para quem está ganhando.

Raposa vai para cima?

O Cruzeiro, por sua vez, sabe que não poderá jogar apenas para se defender.

A equipe celeste chegou ao segundo confronto com o direito de acreditar na classificação, principalmente depois de ter conseguido arrancar o empate no Mineirão e demonstrado força no primeiro duelo.

O técnico Artur Jorge terá a missão de montar uma equipe capaz de suportar a pressão inicial do Atlético e, ao mesmo tempo, encontrar espaços para machucar o rival.

Porque clássico não perdoa covardia.

Quem entrar em campo pensando apenas em sobreviver pode acabar sendo engolido.

E tem história recente para colocar mais lenha na fogueira

Se Atlético e Cruzeiro já são rivais por natureza, os acontecimentos recentes fizeram a temperatura subir ainda mais.

Os dois clubes protagonizaram uma final do Campeonato Mineiro marcada por uma confusão generalizada, com 23 expulsões, em um episódio que ganhou repercussão nacional e internacional.

Na Copa do Brasil, o histórico também alimenta a rivalidade.

Os mineiros já se enfrentaram quatro vezes na competição. O Atlético conquistou o título em 2014, enquanto o Cruzeiro levou a melhor nos mata-matas de 2019 e 2025.

Agora vem mais um capítulo.

E, como todo bom clássico, ninguém sabe exatamente como termina.

Raphael Claus no apito

A CBF escalou Raphael Claus, árbitro do quadro da Fifa, para comandar o confronto na Arena MRV. Será a quinta vez que o paulista apitará um clássico entre Atlético e Cruzeiro.

E pode preparar a torcida: depois do jogo, certamente haverá discussão sobre arbitragem.

Porque clássico mineiro sem reclamação do juiz é quase tão improvável quanto Atlético e Cruzeiro terminarem o jogo sem alguém dizer que foi “roubado”.

Onde assistir

O clássico será disputado nesta terça-feira, 1º de setembro, às 21h, na Arena MRV, em Belo Horizonte.

A partida terá transmissão pelo SporTV e Premiere. O Prime Video também possui direitos de transmissão da Copa do Brasil em 2026.

Então já sabe: escolha sua camisa, abasteça a geladeira, carregue o celular e avise que, entre 21h e o último apito, ninguém mexe no sofá.

É clássico. É mata-mata. É Copa do Brasil.

Atlético e Cruzeiro chegam para a partida decisiva separados por absolutamente nada.

O placar do primeiro jogo não deu vantagem a ninguém. A Arena MRV será o palco da decisão. De um lado, o preto e branco. Do outro, o azul.

No campo, 22 jogadores.

Nas arquibancadas, milhares de vozes.

Na televisão, milhões de corações acelerados.

E no grupo de WhatsApp?

Melhor nem abrir durante o jogo.

Porque amanhã tem Atlético x Cruzeiro.

E clássico, meus amigos, não se explica.

Clássico se assiste. Se grita. Se sofre. Se comemora. E, principalmente, se provoca o rival no dia seguinte.

Que venha a bola.

Que vença o melhor. E que o coração aguente.