A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou neste domingo (12/04/2026) o áudio da comunicação entre a equipe de arbitragem e o árbitro de vídeo (VAR) no lance que resultou na anulação do gol marcado por Gabriel Barbosa, o Gabigol, na partida entre Santos e Atlético, disputada na Vila Belmiro, em Santos, no sábado (11/04).
O gol havia sido marcado aos 14 minutos do primeiro tempo, quando o atacante do Santos finalizou a jogada e balançou as redes em um momento em que o placar ainda estava zerado. Inicialmente, o árbitro Rafael Rodrigo Klein validou o lance, mas após recomendação do VAR, a decisão foi revisada e o gol acabou anulado por toque de mão do atacante.
Segundo o diálogo divulgado pela CBF, o árbitro de campo demonstrou dúvidas no momento da jogada. “Essa bola bate na barriga, para mim. Eu não consigo ver se ela bate no braço ou não”, afirmou Klein durante a análise inicial. Em seguida, a equipe do VAR, chefiada por Rafael Traci, passou a revisar as imagens em diferentes ângulos.
Durante a checagem, há divergência entre os profissionais da cabine. Um dos assistentes afirma que o toque ocorreu no braço, enquanto outro questiona a percepção inicial do árbitro. “Para mim, bate no braço. Para ti, não pega?”, diz um dos integrantes do VAR no áudio divulgado.
Após nova análise, o VAR é mais categórico ao orientar a revisão. “Decisão factual: a bola bate no braço do Gabigol”, afirma a equipe de vídeo. Diante da recomendação, Rafael Rodrigo Klein aciona a revisão no monitor à beira do campo e, em seguida, altera sua decisão, anulando o gol.
O lance gerou forte reação dos jogadores do Santos e da comissão técnica, comandada por Cuca, que acabou sendo expulso durante a partida devido às reclamações. A decisão foi considerada determinante no resultado do jogo, vencido pelo Santos por 1 a 0.
A jogada reacendeu o debate sobre a interpretação da Regra 12 do futebol, que trata das infrações por toque de mão. De acordo com o protocolo da International Football Association Board (IFAB), configura infração quando o jogador toca deliberadamente na bola com a mão ou braço, ou quando amplia de forma antinatural o volume do corpo, interferindo diretamente na jogada.
No caso analisado, a arbitragem entendeu que houve toque no braço de forma irregular, o que invalidaria o gol marcado pelo atacante santista.
A equipe de arbitragem da partida contou com Rafael Rodrigo Klein (RS) como árbitro principal, auxiliado por Victor Hugo Imazu dos Santos (PR) e Tiago Augusto Kappes Diel (RS). O VAR foi comandado por Rafael Traci (SC)
Após o episódio, Santos e Atlético voltam suas atenções para competições continentais. O Santos enfrenta o Deportivo Recoleta-PAR na terça-feira (14/04), pela Copa Sul-Americana, enquanto o Atlético encara o Juventud-URU na quinta-feira (16/04), na Arena MRV, em Belo Horizonte.



