A busca por um ensino mais dinâmico e conectado à realidade dos estudantes tem impulsionado iniciativas inovadoras na rede pública de Minas Gerais. Nesse contexto, a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais vem intensificando a formação de professores para ampliar o uso pedagógico dos laboratórios móveis de Ciências AutoLabor, distribuídos às escolas estaduais ao longo de 2025.
A ação já alcança 145 unidades de ensino em 103 municípios mineiros e integra as estratégias de fortalecimento do Ensino Médio em Tempo Integral (EMTI). Mais do que fornecer equipamentos, a iniciativa aposta na qualificação docente como elemento essencial para transformar a prática pedagógica em sala de aula.
A capacitação é promovida em parceria com a Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores e a Coordenação de Educação em Tempo Integral. O objetivo é orientar os educadores sobre como utilizar, de forma eficiente e criativa, os recursos disponíveis nos kits laboratoriais, ampliando as possibilidades de ensino nas disciplinas de Física, Química e Biologia.
Segundo a superintendente da Escola de Formação, Gabriela Hoffer, a formação continuada é peça-chave para garantir o pleno aproveitamento dos investimentos realizados. Ela destaca que mais de 100 municípios serão diretamente impactados pela iniciativa, que busca não apenas modernizar a estrutura das escolas, mas também tornar as aulas mais atrativas para os estudantes.
“Com a formação adequada, os professores conseguem explorar melhor os recursos dos laboratórios, aproximando o conteúdo teórico da prática e despertando maior interesse dos alunos”, ressalta.
Investimento e inovação em sala de aula
Os laboratórios móveis AutoLabor representam um investimento superior a R$ 12 milhões por parte do Governo de Minas. Os kits foram projetados para permitir a realização de experimentos em diferentes ambientes escolares, eliminando a necessidade de um espaço físico fixo para atividades laboratoriais.
Compactos, seguros e de fácil transporte, os equipamentos possibilitam que o ensino científico aconteça dentro da própria sala de aula ou em outros espaços da escola, de forma prática e acessível. A proposta é democratizar o acesso às atividades experimentais, muitas vezes limitadas pela falta de infraestrutura adequada.
Com isso, os professores passam a contar com ferramentas que facilitam a execução de experimentos, incentivando metodologias ativas de aprendizagem. A ideia é estimular o protagonismo dos estudantes, tornando-os participantes mais ativos no processo de construção do conhecimento.
Ensino mais atrativo e conectado à realidade
A utilização dos laboratórios móveis também contribui para tornar o ensino mais significativo. Ao vivenciar na prática conceitos estudados teoricamente, os alunos conseguem compreender melhor fenômenos científicos e desenvolver habilidades como investigação, análise crítica e resolução de problemas.
Além disso, a proposta está alinhada às diretrizes do Ensino Médio em Tempo Integral, que busca oferecer uma formação mais completa, integrando conhecimento acadêmico, competências socioemocionais e preparação para o mundo do trabalho.
Expansão após fase piloto
Antes da ampliação para as 145 escolas, o programa passou por uma fase piloto no primeiro semestre de 2025, quando seis unidades da rede estadual receberam os laboratórios móveis. Nessas instituições, os professores já participaram da capacitação, o que permitiu testar e aperfeiçoar o modelo adotado.
Com os resultados positivos, a SEE/MG expandiu o projeto, consolidando-o como uma das principais iniciativas voltadas à inovação educacional no estado.
A expectativa é que, com a continuidade das formações e o uso cada vez mais frequente dos laboratórios móveis, o ensino de Ciências na rede estadual mineira se torne mais interativo, estimulante e alinhado às demandas contemporâneas da educação.
Ao investir simultaneamente em infraestrutura e qualificação profissional, o Governo de Minas reforça a importância de integrar tecnologia e prática pedagógica, garantindo que os recursos disponíveis se traduzam, de fato, em melhorias no aprendizado dos estudantes.



