Missão técnica mostra o potencial da fruticultura do Norte de Minas - Rede Gazeta de Comunicação

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Missão técnica mostra o potencial da fruticultura do Norte de Minas

Com mais de 2.500 produtores ativos, que entregam, em média, 700 caminhões de frutas, semanalmente, ao mercado consumidor, a fruticultura segue como uma das principais atividades rurais do Norte de Minas. O potencial produtivo foi destaque de uma missão técnica realizada nesta semana, envolvendo representantes do Governo de Minas, produtores rurais, associações e sindicatos de produtores, além de agroindústrias e investidores.

“Temos atuado como catalisadores dos potenciais e também das demandas da fruticultura do Norte de Minas. Essa missão teve como um dos objetivos encontrar soluções para gargalos produtivos e implementar melhorias. Levamos o Governo do Estado em cada polo produtivo da região, onde são cultivados quase 40.000 hectares de terras irrigadas”, explicou a presidente da Associação Central dos Fruticultores do Norte de Minas (Abanorte) e presidente da Comissão Técnica de Fruticultura do Sistema Faemg Senar, Nilde Antunes Rodrigues Lage.

As visitas foram realizadas entre os dias 21 e 23 de janeiro, em propriedades rurais, agroindústrias e associações de fruticultores dos polos produtivos de Janaúba, Jaíba e Pirapora. Em cada local, foram levantados e debatidos desafios do setor, apresentados processos produtivos inovadores, realizadas análises de mercado e articuladas novas parcerias, que vão fomentar a fruticultura do território norte-mineiro.

“A visita foi muito produtiva, onde pudemos conhecer, de perto, a produção da região. Até então, não conhecíamos direito, e vimos a qualidade do que é feito aqui. Além disso, pontuamos também o que precisa ser melhorado e melhor apoiado, para o produtor conseguir colocar seu produto no mercado”, pontuou Lúcio Ramos, gerente de relacionamento da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge).

IMPACTO | Segundo levantamento da Abanorte, a fruticultura movimenta hoje 53 mil postos de trabalhos diretos na região, se tornando um grande ativo social e econômico. A expectativa é que este potencial cresça ainda mais, devido à qualidade produtiva, as novas tecnologias adotadas e a demanda do mercado.

“Nosso grande desafio é mostrar para o Brasil, e o Mundo, qual é a diferença de uma fruta produzida no Norte de Minas, com seus atributos de saúde, sabor e sustentabilidade no seu modo de produção. Muitos ainda não conhecem. Projetamos busca trazer um olhar mais competitivo de mercado”, analisou o especialista em estratégias de mercado, Daniel Guimarães. 

Banana, limão, manga, uva e mamão são os principais destaques produtivos da região, que agora também dá passos largos para o plantio do cacau. A maior parte da produção de frutas tem mercado garantido nas capitais brasileiras, especialmente São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília (DF) e Belo Horizonte. Mas ainda existe uma parcela significativa nível exportação, para a Europa e Oriente Médio, como é o caso do limão.

“Reunimos diversas instituições, públicas e privadas, para conhecer o potencial da fruticultura. Foi uma missão muito importante e o Sistema Faemg Senar está ombreado a todos os parceiros na busca da evolução deste segmento, no sentido de qualificar a mão de obra local para atender as necessidades do mercado de trabalho, o que é uma das grandes dores do produtor”, analisou o gerente regional do Sistema Faemg Senar, Dirceu Martins.

Ao final do encontro, foram listados os principais pontos para a melhoria do trabalho dos fruticultores do Norte do estado, sendo eles: Reduzir a escassez da mão de obra; Reduzir os entraves ambientais; Melhorar a disponibilidade de recursos hídricos, através de investimentos para retenção das águas pluviais e o uso da água subterrânea; Disponibilidade de energia elétrica de melhor qualidade; Desenvolvimento de programa de Defesa Fitossanitária para as frutas; Expansão e inovação das agroindústrias; Melhoria da infraestrutura de logística e Maior promoção das frutas, através da valorização e desenvolvimento territorial.