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Ecovias das Gerais moderniza radares das BRs 251 e 116 - Rede Gazeta de Comunicação

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Ecovias das Gerais moderniza radares das BRs 251 e 116

Novos equipamentos terão sensores por frequência, alimentação por energia solar e estruturas colapsáveis; mudança de um radar na BR-251 foi solicitada pela PRF

A concessionária Ecovias das Gerais iniciou a modernização dos radares já existentes nos trechos das BRs 251 e 116 sob sua responsabilidade em Minas Gerais. A atualização dos equipamentos incorpora novas tecnologias voltadas ao monitoramento da velocidade e também à segurança dos usuários das rodovias.

Entre as novidades estão sensores por frequência, sistemas alimentados por energia solar e estruturas com material colapsável. Segundo a concessionária, as mudanças buscam aumentar a eficiência dos equipamentos e reduzir os riscos para motoristas e passageiros em caso de colisões contra as estruturas.

“São radares que trazem novas tecnologias para o trecho, focadas tanto na eficiência do equipamento, como os sensores por frequência e a autonomia dos painéis solares, quanto na segurança do usuário, com uma estrutura colapsável que reduz os riscos em caso de colisão”, explica Rodrigo Peixoto, Techlead de Automação da Ecovias.

A modernização começou pelos radares que já haviam sido instalados pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) antes do início da concessão. A maior parte dos equipamentos será substituída nos próprios pontos em que já estava instalada.

Uma das exceções está na BR-251. O radar que funcionava no km 503 será transferido para o km 425, no trecho entre os municípios de Francisco Sá e Grão Mogol. A mudança foi solicitada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), com base em estudos técnicos e no histórico de sinistros registrado na rodovia.

A escolha dos locais de instalação dos equipamentos considera justamente os pontos identificados como mais críticos para a segurança viária. A intenção é utilizar o controle de velocidade como uma ferramenta preventiva, especialmente em trechos onde o excesso de velocidade pode aumentar a gravidade dos acidentes.

“O controle de velocidade é muito importante para a segurança da via. Os radares, sejam eles os que foram implantados pelo DNIT ou os que ainda serão implantados durante a concessão, são colocados em locais críticos que exigem mais atenção do motorista. É preciso entender que eles são ferramentas de preservação de vidas na rodovia”, afirma Daniel Almeida, gerente de Operações Rodoviárias da Ecovias das Gerais.

Novos radares ainda serão definidos

Além da modernização dos equipamentos existentes, o contrato de concessão prevê a instalação de novos radares ao longo das rodovias administradas pela empresa. Os pontos, entretanto, ainda não foram definidos.

Segundo a concessionária, a escolha dos futuros locais deverá ocorrer a partir de estudos técnicos que irão avaliar as características das rodovias, o comportamento do tráfego e os registros de acidentes e outros fatores relacionados à segurança.

A instalação e a manutenção dos radares são responsabilidades da concessionária dentro do contrato de concessão. Isso, porém, não significa que a empresa fique com os valores eventualmente arrecadados por multas.

A Ecovias esclarece que os recursos provenientes de eventuais autuações são destinados exclusivamente ao órgão responsável pela aplicação da multa. Nos trechos em questão, o órgão autuador é a Polícia Rodoviária Federal.

A modernização dos equipamentos ocorre em um cenário de ampliação da estrutura de fiscalização e segurança das rodovias concedidas. Os radares fazem parte de um conjunto de medidas destinadas a reduzir riscos e melhorar as condições de circulação nos trechos considerados mais sensíveis.

Concessão envolve 734,9 quilômetros

A Ecovias das Gerais administra 734,9 quilômetros das BRs 116 e 251 em Minas Gerais. A concessão tem prazo de 30 anos e prevê investimentos de R$ 7,3 bilhões em obras de ampliação e modernização da infraestrutura rodoviária.

Outros R$ 5,8 bilhões estão previstos para os custos operacionais durante o período de concessão. Entre as intervenções programadas estão 186,59 quilômetros de duplicações, 159,9 quilômetros de faixas adicionais, 16,87 quilômetros de contornos rodoviários e a construção de 21 passarelas.

O contrato também prevê outras melhorias voltadas à capacidade das rodovias, à segurança viária e à qualidade da operação. Ao todo, a concessão alcança 26 municípios mineiros.

De acordo com a estimativa apresentada pela concessionária, o conjunto de investimentos deverá contribuir para a geração de aproximadamente 127,5 mil empregos diretos, indiretos e por efeito-renda ao longo do contrato.

Nas BRs 251 e 116, que atravessam importantes áreas de Minas Gerais e são utilizadas diariamente para o transporte de passageiros e cargas, a expectativa é de que a modernização da infraestrutura e dos equipamentos de fiscalização acompanhe o aumento das exigências relacionadas à segurança viária.

A atualização dos radares representa uma das primeiras etapas da modernização dos equipamentos existentes. A definição dos próximos pontos de fiscalização deverá depender dos estudos técnicos previstos no contrato e da identificação das áreas que apresentem maior necessidade de controle de velocidade.