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EDITORIAL | QUANDO A ESTRADA LEVA À ALEGRIA — E A SAUDADE FICA - Rede Gazeta de Comunicação

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EDITORIAL | QUANDO A ESTRADA LEVA À ALEGRIA — E A SAUDADE FICA

Paula Pereira

Jornalista | Programadora Visual | Analista de Marketing

Há viagens que começam no momento em que o ônibus deixa a cidade. Outras começam muito antes, na expectativa dos dias anteriores, nas mensagens trocadas, nas malas preparadas e naquela ansiedade boa de quem sabe que está prestes a viver algo especial.

No dia 19 de agosto de 2026, Montes Claros ficou para trás e quatro ônibus carregados de mulheres, histórias, expectativas e, principalmente, muita alegria, seguiram rumo a Angra dos Reis. A viagem foi longa, como são longas as estradas que nos levam para longe da rotina. Mas, quando se está cercada de boas companhias, o tempo parece ganhar outro ritmo.

Foram horas de conversa, risadas, brincadeiras e uma animação que transformou cada quilômetro em parte da própria aventura. Sob a organização da Bahia Tur e com a frota da Transtina, aquela verdadeira caravana feminina seguiu estrada afora em um clima que, desde o início, anunciava: não seria apenas uma excursão. Seria uma experiência para guardar na memória.

E assim foi.

Depois de muitas horas de estrada, chegamos a Angra dos Reis e ao Hotel Nacional Inn. O cansaço da viagem encontrou rapidamente um motivo para desaparecer diante da beleza que nos esperava. O quarto, a vista para o mar, a paisagem que parecia ter saído de um cartão-postal. Havia, naquele instante, a sensação de recompensa: chegamos.

Mas a primeira noite mostrou que aquela viagem estava apenas começando.

À beira da piscina, vestidas de branco, mulheres de diferentes histórias se encontraram sob o mesmo espírito de celebração. A festa foi bonita, alegre e cheia de energia. Não era preciso muito para perceber que aquela turma tinha uma característica em comum: um alto-astral contagiante.

Depois vieram as aventuras. O passeio de barco, o encontro com o mar, o banho entre os peixes, as paisagens de tirar o fôlego e aquela sensação deliciosa de liberdade que só quem se permite viver momentos assim consegue entender. Vieram também os guias, sempre animados, ajudando a transformar cada passeio em uma grande festa, com alegria e disposição que contagiavam a todos.

E não poderia deixar de fazer um agradecimento especial ao nosso guia, Alle Bragança, que teve uma paciência enorme com o nosso ônibus. Não era tarefa simples acompanhar uma turma tão animada, falante, divertida e cheia de energia. Mas ele fez isso com bom humor e tranquilidade, tornando-se também parte das boas lembranças que trouxemos na bagagem.

Agora, porém, já estamos de volta à rotina.

As malas foram desfeitas. O ônibus ficou na memória. O mar ficou distante. Os dias voltaram ao ritmo de sempre. Mas é justamente agora, quando cada uma retorna aos seus compromissos, suas casas e suas responsabilidades, que a saudade começa a aparecer com mais força.

Saudade das companheiras de viagem. Saudade das aventuras. Saudade das conversas intermináveis, das risadas dentro do ônibus, das brincadeiras, do banho de mar entre os peixes, do passeio de barco e daquela alegria que parecia não ter hora para acabar.

Porque o destino importa, sim. Angra dos Reis tem o privilégio de reunir uma beleza natural que encanta os olhos. Mas nenhuma fotografia consegue registrar por completo aquilo que realmente fez aquela viagem especial: as pessoas que estavam ao nosso lado.

Por isso, quero deixar aqui um agradecimento cheio de carinho às minhas companheiras de viagem: Eliane Pereira, Lu Brito, Erika Patricia, Alciene, Nilda, Dora, Nicinha, Lúcia, Marleide, Leidinha e Erika, Juelita, Socorro e Elenice.

Cada uma, à sua maneira, ajudou a construir essa história. Foram presenças que transformaram uma simples viagem em uma coleção de lembranças. E talvez seja esse o verdadeiro sentido de viajar: conhecer lugares, sim, mas também descobrir que as melhores paisagens podem estar justamente nas pessoas que caminham — ou, neste caso, embarcam — ao nosso lado.

Quatro ônibus saíram de Montes Claros levando mulheres rumo a Angra dos Reis. Voltamos para casa trazendo fotografias, histórias, novas lembranças e uma saudade enorme de tudo aquilo que vivemos juntas.

A estrada foi longa. A viagem terminou. A rotina recomeçou.

Mas algumas aventuras insistem em continuar.

Elas aparecem em uma fotografia, em uma mensagem no grupo, em uma lembrança inesperada ou naquela vontade repentina de voltar no tempo, apenas para viver mais uma vez o banho de mar, o passeio de barco, as risadas e a alegria de uma turma que fez cada momento valer a pena.

E é assim que sabemos que uma viagem foi realmente especial: quando voltamos para casa, mas uma parte de nós ainda continua viajando.

Porque Angra dos Reis ficou para trás.

Mas as amizades, as aventuras e a saudade… essas vieram conosco.