Descrição da imagem
Queimadas prejudicam mais de 46 mil clientes da Cemig em Minas - Rede Gazeta de Comunicação

PUBLICIDADE

Queimadas prejudicam mais de 46 mil clientes da Cemig em Minas

Companhia contabilizou 92 ocorrências relacionadas a incêndios entre janeiro e agosto. No Norte de Minas, 15 casos afetaram aproximadamente 3,6 mil consumidores

Incêndios em áreas de vegetação já provocaram impactos significativos no fornecimento de energia elétrica em Minas Gerais em 2026. Levantamento da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) aponta que, entre janeiro e agosto, foram registradas 92 ocorrências no sistema elétrico associadas a queimadas. Ao todo, mais de 46 mil clientes tiveram o serviço prejudicado.

No Norte de Minas, a situação também chama atenção. A companhia contabilizou 15 ocorrências provocadas pelo fogo na região, afetando cerca de 3,6 mil consumidores.

Além de interromper o fornecimento, as queimadas podem provocar danos à infraestrutura elétrica. As chamas podem atingir postes, cabos e torres, exigindo operações de reparo mais demoradas e complexas. O problema é agravado quando os equipamentos estão instalados em áreas rurais extensas e de difícil acesso.

Segundo Jorge Magno Alves Pereira, engenheiro de Operação da Distribuição da Cemig, a fumaça também representa um risco à saúde, especialmente durante o período de baixa umidade e maior incidência de doenças respiratórias.

A companhia alerta ainda que grande parte dos incêndios em áreas de vegetação está relacionada à ação humana. Atitudes aparentemente simples, como descartar uma ponta de cigarro acesa ou deixar materiais expostos ao sol, podem contribuir para o início das chamas.

Entre as recomendações estão apagar completamente fogueiras e restos de fogo utilizados em acampamentos, além de evitar o descarte de cigarros em estradas, terrenos rurais ou áreas de vegetação. Garrafas de vidro e plástico também não devem ser deixadas em locais expostos ao sol, devido ao risco de contribuírem para a formação de focos de incêndio.

A Cemig reforça que a utilização do fogo está sujeita a restrições legais. Mesmo em situações nas quais a queimada é autorizada, existem áreas e distâncias que precisam ser respeitadas. A prática não deve ocorrer a menos de 15 metros de rodovias, ferrovias e dos limites das faixas de segurança de linhas de transmissão e distribuição. O uso do fogo é proibido ainda em áreas de reservas ecológicas, de preservação permanente e parques florestais.

O combate aos efeitos das queimadas também exige preparação por parte da distribuidora. A Cemig informa que mantém ações preventivas, como limpeza das faixas de servidão, poda de árvores e arbustos e retirada de vegetação próxima a postes e torres. A empresa também realiza inspeções nas linhas de transmissão para identificar possíveis pontos de risco.

Quando uma estrutura é atingida pelo fogo, entretanto, a recuperação pode ser dificultada pelas características do terreno. O transporte de postes e torres até regiões acidentadas ou isoladas exige operações complexas e pode aumentar o tempo necessário para restabelecer o fornecimento.

A Cemig reforça que a prevenção depende também da participação da população. Além dos prejuízos materiais e da interrupção de serviços essenciais, incêndios próximos à rede elétrica podem afetar hospitais, escolas, estabelecimentos comerciais e milhares de residências.