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Vini Jr. alcança marcas históricas de Romário e Zico no jogo contra Escócia - Rede Gazeta de Comunicação

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Vini Jr. alcança marcas históricas de Romário e Zico no jogo contra Escócia

Atacante marcou duas vezes contra a Escócia e chegou a cinco gols no torneio; agora busca entrar no top 10 dos maiores artilheiros do Brasil

O mundo do futebol testemunhou mais um capítulo da ascensão meteórica de Vinicius Júnior na noite desta quarta-feira (24), no Hard Rock Stadium, em Miami. O atacante da Seleção Brasileira não apenas comandou a vitória por 3 a 0 sobre a Escócia pela terceira rodada do Grupo C – ele escreveu seu nome ao lado de alguns dos maiores ídolos da história do futebol brasileiro.

Com dois gols marcados contra os europeus – o primeiro aos sete minutos, após roubada de bola e drible no goleiro, e o segundo aos 45 do primeiro tempo, de cabeça em cruzamento preciso de Bruno Guimarães –, Vini Jr. chegou à impressionante marca de cinco gols em apenas sete jogos de Copa do Mundo. O número coloca o camisa 7 no mesmo patamar de lendas como Zico (14 jogos), Romário (8 jogos) e Garrincha (12 jogos), que também anotaram cinco vezes pelo Brasil na maior competição do planeta.

A partida contra a Escócia, no entanto, foi muito mais do que um simples triunfo brasileiro. Os escoceses, que chegaram ao confronto precisando de um resultado positivo para manter vivas as esperanças de classificação, até tentaram impor seu tradicional jogo físico e intenso. A equipe do técnico Steve Clarke apostou na marcação forte e nas bolas aéreas para tentar neutralizar o talento individual brasileiro. Porém, a velocidade e a precisão do ataque canarinho foram demasiadamente superiores. A Escócia, que não conseguia sair da pressão imposta pelo meio-campo brasileiro, viu suas tentativas de ataque serem frustradas pela solidez da defesa e pelas intervenções seguras do goleiro Alisson. O placar de 3 a 0 – o terceiro gol foi marcado por Rodrygo – refletiu a superioridade técnica e tática do Brasil, que dominou as ações do início ao fim, sem dar chances aos britânicos.

Mas as estatísticas impressionantes de Vini Jr. não param por aí. O atacante do Real Madrid já havia balançado as redes uma vez na Copa de 2022 e, neste Mundial, também marcou contra Marrocos e Haiti, ambos na fase de grupos. Com os dois tentos diante da Escócia, Vini ultrapassou Ronaldinho Gaúcho em participações diretas em gols no torneio – R10 tem quatro gols e quatro assistências em dez jogos, enquanto o jovem astro já soma cinco gols e três passes para companheiros, totalizando oito envolvimentos diretos. Um feito notável para um jogador que, há poucos anos, era visto apenas como promessa e hoje é realidade consolidada no cenário mundial.

Outra marca alcançada por Vini Jr. foi a igualdade com Neymar em gols numa única edição de Copa. O camisa 10 marcou quatro vezes em 2014, também na fase de grupos, e Vini repetiu o feito agora, com quatro gols na primeira fase – o que demonstra a consistência do atacante em jogos decisivos e sua capacidade de decidir partidas sob pressão. A torcida brasileira, que acompanhou cada lance com entusiasmo nas arquibancadas de Miami, celebrou cada recorde como um presságio de que esta pode ser a Copa do hexacampeonato.

Agora, o foco do camisa 7 está em superar mais uma barreira: entrar no top 10 dos maiores artilheiros da Seleção Brasileira na história das Copas. Com cinco gols, ele já está próximo de nomes como Bebeto e Rivelino, que marcaram seis. Para isso, basta um gol na fase eliminatória. O líder isolado da lista é Ronaldo Fenômeno, com 15 gols em quatro edições do torneio – um número que, mesmo distante, não parece impossível para um jogador que, aos 25 anos, ainda tem muito a oferecer e muitos Mundiais pela frente. A cada partida, Vini Jr. mostra que seu limite é o céu e que a camisa 7 da Seleção Brasileira está em boas mãos.

A Seleção Brasileira, já classificada às oitavas de final com 100% de aproveitamento, agora aguarda seu adversário na próxima fase. Com Vini Jr. em sua melhor forma e os números ao seu lado, a torcida brasileira sonha com a sexta estrela – e, quem sabe, com o atacante que pode se tornar o maior artilheiro do país em Mundiais, escrevendo seu nome definitivamente na história dourada do futebol brasileiro.