Suspeito de 24 anos acumulava cerca de 50 mídias entre imagens e vídeos em contas digitais; pena pode chegar a quatro anos de reclusão
A Polícia Federal deflagrou mais uma ação de repressão a crimes cibernéticos contra crianças e adolescentes nesta quinta-feira (25/6), resultando na prisão em flagrante de um homem de 24 anos em Buritizeiro, município localizado no Norte de Minas Gerais. A operação, que contou com o cumprimento de mandado de busca e apreensão na residência do suspeito, faz parte de um esforço contínuo da corporação para coibir a disseminação e o armazenamento de material de exploração sexual infantojuvenil na região.
As investigações, que se estenderam por um período de aproximadamente três anos, entre 2022 e 2025, apontaram que o investigado mantinha armazenadas em suas contas digitais cerca de 50 mídias, entre imagens e vídeos contendo conteúdo de exploração sexual envolvendo crianças e adolescentes. O material foi localizado pelos agentes federais durante o cumprimento da ordem judicial no endereço do suspeito, confirmando as suspeitas que motivaram a investigação.
O crime pelo qual o homem foi preso está previsto no artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que trata do armazenamento e compartilhamento de fotografias, vídeos ou qualquer outro registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo menores de idade. A legislação prevê pena de reclusão de um a quatro anos, além de multa, com possibilidade de agravamento caso haja compartilhamento ou comercialização do material.
Esta é a segunda operação da Polícia Federal voltada ao enfrentamento desse tipo de crime apenas nesta semana em Minas Gerais, o que demonstra a atenção que a corporação tem dedicado ao tema e a gravidade do problema na atualidade. Os crimes cibernéticos contra crianças e adolescentes cresceram exponencialmente nos últimos anos, impulsionados pelo aumento do acesso à internet e pela facilidade de armazenamento e compartilhamento de arquivos digitais.
Após os procedimentos legais, o preso foi encaminhado à Delegacia de Polícia Federal em Montes Claros, onde permanece à disposição da Justiça. As investigações seguem em andamento para apurar se o suspeito também participava de redes de compartilhamento do material ilícito, o que poderia agravar sua situação jurídica. A identidade do investigado não foi divulgada pela PF, em cumprimento à legislação que protege os dados pessoais durante a fase de apuração.



