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Museu Regional da Unimontes será palco do Festival Pequi Dourado - Rede Gazeta de Comunicação

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Museu Regional da Unimontes será palco do Festival Pequi Dourado

O festival surge como uma grande celebração da identidade norte-mineira, reunindo diferentes linguagens artísticas e promovendo o encontro entre tradição, inovação, patrimônio cultural e participação comunitária.

O centro histórico de Montes Claros será tomado pela música, gastronomia, arte, memória e economia criativa entre os dias 25 e 30 de maio com a realização do Festival Pequi Dourado, evento cultural que nasce com a proposta de celebrar as riquezas simbólicas, afetivas e artísticas do Norte de Minas.

A iniciativa será realizada pela Associação Cultural e Coletivo Pequi Dourado em parceria com o Museu Regional do Norte de Minas (MRNM), instituição ligada à Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes).

A programação contará com oficinas, apresentações musicais, palestras, feira de artesanato, atividades formativas, gastronomia regional e intervenções culturais gratuitas, ocupando tanto a sede do museu quanto os espaços do Corredor Cultural Padre Dudu, uma das áreas mais tradicionais da cidade.

O festival surge como uma grande celebração da identidade norte-mineira, reunindo diferentes linguagens artísticas e promovendo o encontro entre tradição, inovação, patrimônio cultural e participação comunitária.

Festival transforma centro histórico em espaço de cultura e convivência

Ao longo de seis dias, o público poderá participar de uma programação diversificada voltada a diferentes faixas etárias e públicos.

Segundo os organizadores, o objetivo é fortalecer a cultura regional por meio de ações acessíveis, democráticas e formativas, ampliando a circulação artística e valorizando saberes tradicionais do Norte de Minas.

O Museu Regional do Norte de Minas terá papel central na realização do evento, funcionando como espaço de encontro entre memória, arte contemporânea e manifestações culturais populares.

Instalado em um casarão histórico no centro de Montes Claros, o museu é considerado um dos principais equipamentos culturais da região e frequentemente recebe exposições, atividades educativas e ações ligadas à preservação da história norte-mineira.

Oficinas gratuitas oferecem formação cultural e técnica

Um dos destaques da programação será a realização de oficinas gratuitas voltadas à capacitação artística e técnica.

Ao todo, estão sendo disponibilizadas 100 vagas para atividades formativas no auditório do museu.

No dia 25 de maio, serão oferecidas duas oficinas:

Elaboração de projetos, das 18h30 às 19h40, com 30 vagas;

Técnico de som, das 19h40 às 21h, também com 30 vagas.

Já no dia 27 de maio, a programação contará com:

Oficina “Crochê do zero”, das 18h30 às 21h, com 10 vagas;

Oficina de captação de vídeos pelo celular, das 19h às 21h, com 30 vagas.

As inscrições poderão ser realizadas gratuitamente pela plataforma Sympla.

A proposta das oficinas é ampliar o acesso ao conhecimento e estimular a formação de novos agentes culturais, artistas e produtores criativos na região.

Grande Sertão Jazz promete espetáculo musical e visual

Entre os momentos mais aguardados do festival está o Grande Sertão Jazz, programado para a noite de sexta-feira, 29 de maio.

O evento acontecerá das 19h às 23h30 e promete transformar o casarão do museu em um grande palco de experiências sensoriais.

As apresentações musicais serão realizadas diretamente das janelas do prédio histórico, acompanhadas por um espetáculo de iluminação artística, criando uma atmosfera inspirada em festivais culturais urbanos e ocupações artísticas contemporâneas.

Uma das atrações confirmadas é a banda Monoporzione, conhecida por releituras sofisticadas de jazz, blues, soul e rock, inspiradas em artistas internacionais como Frank Sinatra e Ella Fitzgerald.

A expectativa é reunir grande público no Corredor Cultural Padre Dudu, fortalecendo a ocupação cultural do centro histórico de Montes Claros.

Sábado Dourado reúne música, gastronomia e economia criativa

No sábado, 30 de maio, será realizada outra grande atração do festival: o Sábado Dourado.

Também das 19h às 23h30, o evento contará com bandas locais, DJs, dois palcos simultâneos, apresentações culturais e uma ampla feira de economia criativa.

Mais de 20 expositores participarão da feira de artesanato, apresentando trabalhos ligados à cultura regional, arte popular, design autoral e produções criativas do Norte de Minas.

O espaço gastronômico será outro ponto forte da programação, oferecendo pratos típicos da culinária regional, incluindo receitas tradicionais à base de pequi, fruto símbolo da identidade cultural norte-mineira.

Entre os pratos previstos está o tradicional arroz com pequi, considerado um dos ícones gastronômicos do cerrado mineiro.

Festival valoriza identidade cultural do Norte de Minas

O Festival Pequi Dourado nasce a partir da trajetória da Associação Cultural e Coletivo Pequi Dourado, grupo que atua na promoção de ações culturais gratuitas e comunitárias na região.

Segundo os organizadores, o projeto busca valorizar artistas locais, fortalecer manifestações populares e ampliar o acesso à cultura através da integração entre arte, patrimônio, música, gastronomia e formação cultural.

A proposta também envolve o fortalecimento da economia criativa regional, incentivando pequenos produtores, artesãos, músicos e agentes culturais.

O nome do festival possui forte simbologia ligada à identidade regional.

Pequi como símbolo afetivo e cultural do cerrado

O pequi, fruto típico do cerrado brasileiro, é considerado um dos principais símbolos afetivos, culturais e gastronômicos do Norte de Minas.

Presente na culinária, nas festas populares, nas memórias familiares e na vida das comunidades rurais, o fruto representa uma identidade profundamente ligada ao território norte-mineiro.

De acordo com o coletivo organizador, o termo “dourado” faz referência não apenas à coloração intensa do pequi, mas também ao simbolismo de riqueza cultural, transformação e pertencimento.

Inspirado na metáfora da pedra filosofal buscada pelos alquimistas, o projeto propõe uma reflexão sobre o valor das riquezas culturais presentes no cotidiano das comunidades.

A ideia central do festival é mostrar que as maiores riquezas culturais muitas vezes estão nas tradições locais, nos saberes populares, nas relações comunitárias e na memória coletiva do território.

Cultura como instrumento de transformação social

Além das apresentações artísticas e gastronômicas, o Festival Pequi Dourado reforça o papel da cultura como ferramenta de transformação social, fortalecimento identitário e desenvolvimento regional.

A ocupação do centro histórico por manifestações culturais também contribui para valorização dos espaços públicos, incentivo ao turismo cultural e fortalecimento das políticas de economia criativa em Montes Claros.

Com programação gratuita e aberta ao público, o evento pretende reunir famílias, estudantes, artistas, produtores culturais e visitantes em uma grande celebração da diversidade cultural do Norte de Minas.

A expectativa dos organizadores é que o festival passe a integrar o calendário cultural da cidade e se consolide como um espaço permanente de valorização das expressões artísticas e populares da região.