A iniciativa busca garantir maior transparência, eficiência na gestão pública e melhor utilização das estruturas físicas disponíveis
O Governo de Minas Gerais deu início a uma das mais amplas iniciativas de modernização administrativa dos últimos anos ao lançar o projeto Mapeamento e Atualização do Patrimônio Imobiliário do Estado (Mapi.MG). A ação foi apresentada na última terça-feira (28), em evento realizado na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, e será coordenada pela Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão de Minas Gerais.
A proposta é inédita na administração estadual e tem como principal objetivo levantar, de forma detalhada, a situação jurídica, patrimonial e contábil de todos os imóveis pertencentes ao Estado. A iniciativa busca garantir maior transparência, eficiência na gestão pública e melhor utilização das estruturas físicas disponíveis.
Segundo o governo, o projeto permitirá identificar imóveis ociosos ou subutilizados, possibilitando sua destinação adequada e reduzindo gastos com aluguéis, uma das despesas recorrentes da máquina pública.
Inventário inédito e abrangente
Atualmente, estima-se que Minas Gerais possua cerca de 11 mil imóveis próprios, distribuídos em todas as regiões do estado. Esses espaços abrigam serviços essenciais à população, como escolas, hospitais, unidades de saúde, fóruns, batalhões da Polícia Militar e delegacias.
No entanto, parte desse patrimônio ainda carece de informações atualizadas e registros completos, o que dificulta a gestão eficiente. O Mapi.MG surge justamente para preencher essa lacuna, criando um banco de dados robusto e confiável sobre os bens públicos estaduais.
De acordo com o governador Mateus Simões, o projeto representa um avanço estratégico para a administração pública. Ele destacou que o levantamento permitirá mensurar com precisão o patrimônio do Estado e promover a regularização de imóveis que ainda apresentam pendências documentais.
Metodologia técnica e atuação especializada
O trabalho será executado por empresas especializadas e contará com uma abordagem multidisciplinar. Entre as etapas previstas estão pesquisas históricas sobre os imóveis, vistorias técnicas presenciais, levantamentos topográficos georreferenciados e avaliações de mercado.
Esse conjunto de ações permitirá não apenas identificar a situação atual de cada imóvel, mas também estimar seu valor econômico, potencial de uso e eventuais necessidades de regularização ou manutenção.
A secretária de Planejamento e Gestão, Silvia Listgarten, ressaltou que o projeto será conduzido com rigor técnico e foco na melhoria dos serviços prestados à população. Segundo ela, a iniciativa permitirá uma visão mais estratégica sobre o uso dos espaços públicos, contribuindo diretamente para a qualidade das políticas públicas.
Fase inicial e expansão gradual
Na primeira etapa, o Mapi.MG terá como foco duas regiões estratégicas: a Região Metropolitana de Belo Horizonte e o chamado Vale do Lítio. Ao todo, cerca de 950 imóveis, distribuídos em 73 municípios, serão inventariados nos próximos 12 meses.
A escolha dessas regiões leva em conta tanto a concentração de imóveis públicos quanto o potencial de desenvolvimento econômico, especialmente no caso do Vale do Lítio, que tem atraído investimentos e atenção nacional.
A expectativa do governo é expandir o projeto de forma gradual para todas as regiões do estado, consolidando um modelo permanente de gestão patrimonial baseado em dados atualizados e confiáveis.
Modernização e tomada de decisões
Para o secretário-adjunto da Seplag-MG, Rodrigo Matias, o Mapi.MG representa uma solução para problemas históricos relacionados à falta de controle e organização do patrimônio público. Ele destacou que a iniciativa permitirá decisões mais assertivas, tanto na destinação quanto na manutenção dos imóveis.
O projeto foi inspirado em experiência semelhante realizada no estado do Paraná, que obteve resultados positivos na organização e valorização de seu patrimônio imobiliário. Durante o lançamento, representantes do governo paranaense compartilharam experiências e boas práticas adotadas na execução do trabalho.
Participação dos órgãos e impacto esperado
A Seplag-MG enfatiza que o sucesso do projeto dependerá da colaboração ativa dos diversos órgãos e entidades estaduais, responsáveis pela gestão direta dos imóveis e pela guarda de documentos essenciais para o levantamento.
Com a implementação do Mapi.MG, o Governo de Minas espera não apenas reduzir custos operacionais, mas também aprimorar a prestação de serviços públicos, garantindo que os espaços utilizados pelo Estado estejam adequadamente estruturados e alinhados às necessidades da população.
A iniciativa reforça o compromisso com a modernização da administração pública e com a gestão eficiente dos recursos, em um cenário em que a transparência e a responsabilidade fiscal são cada vez mais exigidas pela sociedade.



