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23 de abril — Dia do Livro | Quando o livro abre uma amizade - Rede Gazeta de Comunicação

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23 de abril — Dia do Livro | Quando o livro abre uma amizade

Adelaide Valle Pires

Psicóloga

Não sei onde li — ou escutei — que um livro começa na escrita…

mas continua em quem o lê.

Hoje, eu diria: continua também em quem o encontra.

Em 2025, publiquei meu primeiro livro, Arena da Comunicação.

Perto do lançamento, num desses dias comuns, fui ao salão.

E foi lá que conheci a Aninha — jornalista.

Conversa leve. Daquelas que a gente não imagina onde vão dar.

Dias depois, veio o lançamento.

E, junto com ele, uma surpresa:

Aninha escreveu uma matéria sobre o lançamento do meu livro.

Mas não era só uma matéria.

Era como se ela já conhecesse a autora de longa data.

Eu li… e me reconheci.

O tempo passou.

Vieram outras escritas, outras partilhas…

até que, neste ano, ela voltou — agora com um editorial.

E, dessa vez, o texto não era sobre o livro.

Era sobre mim.

Compartilhei.

E recebi de uma amiga, psicóloga e também minha coach, a mensagem:

“Adelaide, que texto lindo… você merece cada palavra dele.”

Foi aí que me lembrei de uma frase de John Powell:

Dizer-lhe meus pensamentos é me encaixar em uma categoria.

Dizer-lhe meus sentimentos… é dizer quem eu sou.

Talvez por isso aquele texto tenha tocado diferente.

Porque não falava apenas do que eu escrevo…

mas de quem eu sou ao escrever.

Outro dia, ouvi meu mentor fazer uma pergunta simples:

“Será que isso tem valor?”

E fiquei com ela.

Porque, às vezes, a dúvida não é sobre escrever…

é sobre se aquilo importa — ou se importa só para nós.

Hoje, olhando esse caminho, penso diferente.

Talvez o valor não esteja só no que a gente escreve.

Mas no que acontece quando alguém lê…

e devolve.

Um olhar.

Uma palavra.

Uma amizade.

No fim, o livro continua.

Mas já não é mais só nosso.