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Peixamento fortalece pesca artesanal e sustento de famílias no São Francisco - Rede Gazeta de Comunicação

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Peixamento fortalece pesca artesanal e sustento de famílias no São Francisco

Em dez meses, a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) repovoou rios, córregos e lagos de Minas Gerais com mais de meio milhão de peixes nativos. A iniciativa integra o programa de revitalização dos mananciais hídricos e visa ao fortalecimento da pesca artesanal, ampliando a renda de comunidades ribeirinhas e contribuindo para a recuperação da fauna aquática no Alto e Médio São Francisco.

As ações envolveram a liberação de espécies nativas da bacia do Rio São Francisco, como curimatã-pacu, curimatã-pioa, piau-verdadeiro, matrinxã e pacamã. Os peixes são produzidos nos laboratórios do Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Três Marias (1ª CIM), localizado no município homônimo, e do Centro Integrado do Gorutuba (1ª CIG), em Nova Porteirinha. Ambos os centros foram implantados e são mantidos pela Codevasf há mais de quatro décadas.

De acordo com a programação da Companhia, o trabalho foi dividido em 33 ações de peixamento, realizadas desde o início do ano em 21 municípios mineiros — 11 na região do Alto São Francisco e 10 no Médio São Francisco. Até o fim de 2025, a previsão é de que técnicos da 1ª CIM lancem cerca de 100 mil novos alevinos em diferentes rios da região.

Para o superintendente regional da Codevasf em Minas Gerais, Romeu Souto, o peixamento é uma importante ação de preservação e desenvolvimento sustentável do Vale do São Francisco.

“A Codevasf tem consciência da importância de conservar os lagos e rios da região. Iniciativas como essa reforçam o nosso compromisso com o desenvolvimento regional, unindo conservação ambiental e sustentabilidade para as comunidades do Vale do São Francisco. Nosso objetivo é manter e ampliar ações de revitalização dos mananciais hídricos em toda a nossa área de atuação”, afirmou Souto.

O chefe do Centro Integrado de Recursos Pesqueiros de Três Marias, Julimar Santos, destacou que o peixamento contribui para o equilíbrio ecológico e a manutenção da biodiversidade aquática.

“Com essa ação, devolvemos aos corpos d’água milhares de exemplares de espécies nativas, melhorando o estoque pesqueiro e reintroduzindo peixes que tiveram sua população reduzida ou até extinta”, explicou.