Lucas Villalba visita suas raízes em Santiago del Estero enquanto o Cruzeiro se prepara para partida decisiva - Rede Gazeta de Comunicação

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Lucas Villalba visita suas raízes em Santiago del Estero enquanto o Cruzeiro se prepara para partida decisiva

Enquanto se prepara para o compromisso importante pelo Campeonato Brasileiro, o zagueiro argentino Lucas Villalba, titular consolidado do Cruzeiro, aproveitou seus dias de folga para uma viagem à sua terra natal — a cidade de Santiago del Estero, na Argentina — e compartilhou nas redes sociais momentos de intimidade familiar, cultura local e reflexões sobre suas raízes. A visita ganha simbologia num momento em que a equipe mineira está em ascensão, buscando resultados decisivos em direção aos primeiros colocados.

Viagem ao passado e reencontro familiar

Com 31 anos de idade e vestindo a camisa 25 do Cruzeiro, Villalba voou para Santiago del Estero, município do Norte argentino com cerca de 250 mil habitantes e conhecido como “Madre de Ciudades” por ser a cidade mais antiga da Argentina. Em suas publicações nas redes sociais, o defensor aparece em meio à simplicidade do ambiente natal: uma pequena rua onde existe um santuário improvisado em homenagem à Maria Santíssima, lisos muros vermelhos, chapas de zinco e lembranças de infância. Em outro momento, registra o familiar preparando as tradicionais empanadas argentinas em uma cozinha de chão de cimento, panelas de cobre e cheiro de massa fresca — lembrança de laços que o tempo e a profissão não conseguiram apagar.

Villalba escreveu uma legenda breve, porém carregada de emoção: “Voltar para casa, respirar meu povo, lembrar de onde vim, fortalece onde quero chegar.” A postagem atraiu elogios de torcedores do Cruzeiro e fãs do defensor por todo o Brasil e Argentina.

No Cruzeiro: destaque, responsabilidade e novos desafios

Desde sua chegada ao clube celeste, Villalba se tornou peça-chave na defesa. O argentino, com altura de 1,77 m — abaixo de muitos zagueiros típicos — provou que técnica, posicionamento e dedicação valem tanto quanto centímetros. Segundo análise da imprensa especializada, ele “se aproximou do top 10 de estrangeiros com mais partidas pelo clube”.

Sob o comando do treinador Leonardo Jardim, Villalba assumiu titularidade e ganhou elogios por sua consistência: cortes, interceptações e pouca propensão a cometer faltas foram destacados.

Em 2025, suas atuações têm sido decisivas: a defesa do Cruzeiro figura entre as menos vazadas do Campeonato Brasileiro, e Villalba aparece entre os principais defensores em estatísticas como interceptações e cortes.

Entre férias e foco nos gramados

A visita familiar, contudo, não diminui o foco do zagueiro ou da equipe. O Cruzeiro retorna aos treinamentos na tarde de terça‑feira (21/10), já com olho voltado para o duelo que se aproxima: domingo, 26/10, às 20h30, contra o Palmeiras, no Allianz Parque, em São Paulo. A partida se mostra como um divisor de águas na luta por aproximação dos líderes da competição.

O clube, que somou 56 pontos na última rodada após vitória sobre o Fortaleza, está a cinco pontos de distância dos líderes — Palmeiras e Flamengo — ambos com 61 pontos. A contribuição de Villalba nessa reta final da temporada, portanto, é mais do que técnica: assume caráter simbólico e decisivo.

Raízes que inspiram o presente e projetam o futuro

A visita a Santiago del Estero reforça que, por trás do profissional de campo — com dribles, desarmes e gols —, existe o homem que retorna às origens para se fortalecer. Villalba não se limita ao presente; a lembrança de onde veio parece dar-lhe energia extra para buscar novos feitos, tanto individualmente quanto com o clube.

Para o torcedor do Cruzeiro, vê‑lo em terreno familiar — na rua simples, ao lado da família, respirando o ambiente que o formou — serve como lembrança de que o clube não contrata apenas um atleta: contrata uma história, uma bagagem humana, que pode impulsionar a equipe em momentos decisivos.

Como ele mesmo postou: “As raízes me lembram que posso crescer com os pés firmes no chão.” E o chão de Santiago del Estero, agora regado por chuvas e saudades, reverbera no Mineirão e no gramado paulista. Se no clube ele já é referência defensiva, fora dele ele reafirma sua humanidade, equilibra o físico e o emocional — ingredientes que, somados, podem fazer a diferença na briga por títulos.