EDITORIAL | THEODOMIRO PAULINO: O Jornalista que faz aniversário e história - Rede Gazeta de Comunicação

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EDITORIAL | THEODOMIRO PAULINO: O Jornalista que faz aniversário e história

Paula Pereira

Jornalista/ Programadora visual/ Analista de marketing

Há homens que não pertencem apenas a si mesmos, mas ao solo que os viu nascer. Theodomiro Paulino é um desses raros exemplos: filho dileto de Montes Claros, moldado pelo sertão, que fez do jornalismo a sua voz e da solidariedade o seu gesto. Hoje, quando completa mais um aniversário, não celebramos apenas a passagem do tempo, mas a permanência de um legado que se escreve, diariamente, como se fosse uma narrativa sem ponto final.

Theodomiro não é memória distante; é presença viva, pulsante. Está entre nós com a pena ainda afiada, com o olhar ainda generoso, capaz de perceber tanto o brilho dos salões quanto a dor silenciosa das ausências. Construiu, ao longo de sua carreira, um colunismo que jamais se restringiu a vitrines e convenções: transformou-o em trincheira cultural, em palco de reivindicações, em altar no qual o povo do sertão norte-mineiro exibe sua força, sua beleza e o estilo elegante de sua vida cotidiana.

Na mesma página em que registra casamentos e aniversários, abre espaço para cobrar políticas públicas, defender barragens, lembrar que o Norte de Minas exige atenção. O jornalismo, em seu estilo, nunca foi mero exercício de relato: sempre foi ato de cidadania.

E, no entanto, Theodomiro nunca se contentou apenas com as palavras. Ao fundar a Creche Menino Jesus, ao organizar a Campanha do Frio, ao conduzir o Natal Criança Feliz, mostrou que a crônica pode se transfigurar em pão, em agasalho, em esperança. Esse gesto, repetido com constância ao longo de décadas, confere-lhe uma dimensão rara: a do jornalista que também é companheiro de jornada, solidário às dores e às esperanças de sua gente.

Chamado por Ibrahim Sued de “Príncipe do Colunismo Social”, jamais se deixou aprisionar por títulos. Sua verdadeira realeza está naquilo que não se ostenta: a autoridade serena de quem governa corações com afeto, de quem transforma solidariedade em hábito cotidiano.

Hoje, ao festejarmos sua vida, brindamos também ao Norte de Minas. Pois em cada linha que escreveu, em cada campanha que liderou, em cada gesto de generosidade, repousa um fragmento de nossa identidade sertaneja — dura como o chão rachado pela seca, mas tão bela quanto o ipê amarelo que floresce contra o céu azul depois da estiagem.

Que este aniversário não seja apenas o acender de velas, mas o reconhecimento de uma trajetória que segue iluminando o presente. Theodomiro Paulino permanece farol: de ética, de cultura, de memória e de esperança.

E não podemos esquecer a devoção à sua mãe querida, cuja lembrança ele sempre exaltou, como filho amoroso e bem-criado que soube transformar a herança familiar em virtude pública.

Parabéns, Theodomiro! Que sua caminhada prossiga longa e luminosa, conduzindo Montes Claros e todo o sertão mineiro com a mesma paixão e nobreza que sempre marcaram sua vida.