Suspeito de 19 anos foi flagrado com dez pedras de crack no bolso e confessou que vendia entorpecentes há seis meses no imóvel da avenida Doutor João Luiz de Almeida, na região da Ponte Preta
A Polícia Militar de Minas Gerais, por meio da 11ª Região da Polícia Militar (11ª RPM), prendeu na noite dessa terça-feira (26) um jovem de 19 anos acusado de tráfico de drogas em Montes Claros, no Norte do estado. A ação ocorreu na avenida Doutor João Luiz de Almeida, região central do município, nas proximidades da conhecida Ponte Preta — área de intensa circulação de pessoas e historicamente apontada em denúncias como ponto de venda de entorpecentes.
A operação foi conduzida por equipes do Grupamento Especializado em Recobrimento (GER), unidade da PM especializada em patrulhamento tático e missões de alto risco. Os militares realizavam deslocamento pelo bairro Morrinhos quando receberam informações repassadas por meio do canal de denúncias anônimas da corporação (Disque Denúncia 181). A mensagem era clara: um jovem estaria utilizando uma residência na referida avenida como ponto fixo de comercialização de drogas, com movimentação suspeita de usuários durante todo o dia.
Abordagem na porta do imóvel
De posse da informação, os policiais planejaram uma aproximação discreta. Ao chegarem ao endereço indicado, avistaram o suspeito parado na porta da casa. O jovem, que vestia bermuda escura e camisa branca, aparentou surpresa com a presença da viatura, mas não tentou fugir. Foi submetido a abordagem padrão, com identificação e revista pessoal.
Durante a busca, os agentes localizaram no bolso direito da bermuda um invólucro plástico transparente contendo dez pedras de substância com aparência de crack. As pedras tinham tamanhos variados, entre 0,5 e 1 centímetro, e estavam prontas para a venda imediata — característica comum do chamado “varejo do tráfico”.
O suspeito foi então informado sobre seus direitos constitucionais, incluindo o direito de permanecer em silêncio e de não produzir provas contra si mesmo. Apesar da orientação legal, o jovem optou por falar. Ele confessou que residia no imóvel há aproximadamente seis meses e que, desde então, vinha utilizando o local como ponto de venda de drogas. Mais do que isso: afirmou voluntariamente que havia mais entorpecentes escondidos dentro da casa e nos fundos do terreno.
Busca domiciliar revela grande quantidade de entorpecentes
Autorizada a entrada na residência — com o consentimento do próprio morador, registrado em vídeo pelos policiais —, a equipe do GER realizou uma vistoria minuciosa. O imóvel, de alvenaria, com dois cômodos e um pequeno quintal, estava visivelmente deteriorado, mas servia como central de armazenamento e fracionamento de drogas.
No interior da casa, dentro de gavetas, mochilas e frascos plásticos de medicamentos vazios, os policiais encontraram:
• 168 pedras adicionais de substância análoga ao crack, embaladas em sacos plásticos menores e depois reunidas em um saco maior;
• 26 buchas de substância semelhante à maconha, enroladas em papel de caderno e amarradas com linha de pipa;
• 46 pinos plásticos com tampa vermelha contendo pó branco semelhante à cocaína, cada um com cerca de 0,3 grama.
Parte do material não estava dentro da casa, mas sim nos fundos do terreno, próximo à linha férrea que corta a região — uma área de mata fechada e entulho, frequentemente usada por traficantes para esconder estoques de segurança. Os frascos plásticos foram encontrados parcialmente enterrados na terra, cobertos por folhas secas. Os policiais acreditam que esse sistema de ocultação servia para evitar a perda total do estoque em caso de busca policial.
Confissão e quantitativo total
O jovem assumiu integralmente a propriedade de todas as drogas apreendidas, tanto as que estavam em seu bolso quanto as escondidas na casa e no terreno. Ele não revelou, no entanto, a origem dos entorpecentes — se recebia de fornecedores de Montes Claros ou de cidades vizinhas — nem o lucro obtido com as vendas. Apenas afirmou que comprava “por quantidade” e revendia a usuários que procuravam o local, especialmente entre 18h e 22h.
Ao todo, somando o material da busca pessoal com o da busca domiciliar, a PM apreendeu 178 pedras de crack, 26 buchas de maconha e 46 pinos de cocaína, totalizando exatamente 240 porções de drogas prontas para comercialização. Em valores estimados de mercado, considerando preços médios praticados no Norte de Minas (R5aR5aR 10 por pedra de crack, R5porbuchademaconhaeR5porbuchademaconhaeR 10 por pino de cocaína), o material apreendido poderia render aproximadamente R2.500aR2.500aR 3.000 em vendas fracionadas — um volume expressivo para o tráfico de bairro.



