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Moradores da Terra Indígena Xakriabá relatam problemas no fornecimento de energia em Manga - Rede Gazeta de Comunicação

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Moradores da Terra Indígena Xakriabá relatam problemas no fornecimento de energia em Manga

MPMG e Procon Regional do CIMAMS ouvem comunidade para identificar falhas no serviço da Cemig e possíveis impactos sobre os direitos dos consumidores

Moradores da Terra Indígena Xakriabá, no município de Manga, no Norte de Minas, foram ouvidos pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e pelo Procon Regional do Consórcio Intermunicipal Multifinalitário da Área Mineira da Sudene (CIMAMS) sobre as condições do fornecimento de energia elétrica na comunidade. A diligência foi realizada na terça-feira (30) e teve como principal objetivo conhecer, diretamente com os consumidores, as dificuldades enfrentadas no acesso ao serviço prestado pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig).

A ação foi conduzida pela 1ª Promotoria de Justiça de Manga, com apoio operacional da Unidade Descentralizada de Manga do Procon Regional do CIMAMS. A participação do órgão de defesa do consumidor ocorreu após requisição do Ministério Público.

Durante a visita, representantes das instituições realizaram entrevistas com moradores para levantar informações sobre o funcionamento do serviço de distribuição de energia elétrica e identificar possíveis deficiências na prestação. A intenção é reunir elementos que permitam avaliar não apenas os problemas relatados pela população, mas também os eventuais impactos dessas situações sobre os direitos dos consumidores.

A presença dos órgãos públicos diretamente na Terra Indígena Xakriabá permitiu uma aproximação maior com a realidade da comunidade. Os moradores puderam apresentar suas demandas e relatar situações relacionadas ao fornecimento de energia, contribuindo para a formação de um diagnóstico sobre as condições do serviço na região.

A diligência faz parte de uma atuação voltada à proteção dos direitos dos consumidores e ao acompanhamento da prestação de serviços públicos essenciais. A energia elétrica está entre os serviços considerados fundamentais para o cotidiano da população e qualquer deficiência em seu fornecimento pode afetar atividades domésticas, comerciais e comunitárias.

Para o Procon Regional do CIMAMS, a escuta presencial é importante principalmente em comunidades que ficam mais distantes dos centros urbanos. A ida das equipes até o local permite que as reclamações sejam conhecidas de maneira mais próxima e que situações eventualmente não registradas pelos canais convencionais sejam identificadas.

As informações coletadas durante as entrevistas deverão subsidiar a análise do Ministério Público e dos órgãos envolvidos. A partir dos relatos e dos demais elementos reunidos, poderão ser avaliadas as providências consideradas necessárias para o acompanhamento da prestação do serviço.

A iniciativa também reforça o papel dos órgãos de defesa do consumidor na fiscalização e no acompanhamento da qualidade dos serviços públicos. No caso da Terra Indígena Xakriabá, a atuação conjunta permite reunir diferentes instrumentos institucionais para compreender as dificuldades apontadas pelos moradores.

A participação do Procon Regional do CIMAMS amplia a capacidade de coleta de informações e de atendimento às demandas apresentadas pela comunidade. O órgão atua na defesa dos consumidores e no acompanhamento de situações que possam representar prejuízos aos usuários de serviços públicos.

Já o Ministério Público, por meio da Promotoria de Justiça de Manga, acompanha a situação e deverá analisar os dados obtidos durante a diligência para verificar a necessidade de novas medidas.

A iniciativa evidencia ainda a importância da atuação integrada entre instituições públicas diante de problemas que atingem comunidades específicas. Em vez de depender exclusivamente de reclamações feitas à distância, a diligência levou representantes dos órgãos responsáveis pela proteção dos consumidores até a comunidade para ouvir os moradores e conhecer as dificuldades no próprio local.

Neste momento, os relatos colhidos integram o levantamento realizado pelas instituições. A diligência não representa, por si só, uma conclusão sobre eventual irregularidade na prestação do serviço pela Cemig. A situação deverá ser analisada a partir das informações coletadas e de outros elementos que possam ser reunidos ao longo do acompanhamento.

Para os moradores da Terra Indígena Xakriabá, a escuta representa a possibilidade de registrar diretamente suas demandas e contribuir para que as condições do fornecimento de energia na comunidade sejam conhecidas pelos órgãos responsáveis pela fiscalização e defesa dos direitos dos consumidores.