Foragido da Justiça desde abril, suspeito de 18 anos é detido com skank, maconha tipo “ice”, tabletes e mais de R$ 700 em espécie
O domingo (31) terminou em cela para um jovem de 18 anos no bairro Vera Cruz, região periférica de Montes Claros. A Polícia Militar, por meio da equipe Tático Móvel da 11ª Região da Polícia Militar (11ª RPM), prendeu o suspeito por tráfico de drogas após uma operação de inteligência que durou cerca de 40 minutos. O flagrante ocorreu por volta das 11h30 na rua Demerval Campos, próximo a uma adega conhecida na localidade como ponto de encontro de usuários.
De acordo com o boletim de ocorrência, os militares receberam denúncias anônimas via telefone 181 indicando que um jovem magro, camisa escura e boné azul estaria comercializando entorpecentes em frente à praça principal do bairro. Quando as viaturas se aproximaram, ao menos dez pessoas que estavam no local fugiram em diferentes direções. Um dos corredores, justamente o indivíduo com as características repassadas, tentou se desfazer da mercadoria arremessando uma sacola plástica e dois pequenos pacotes por cima de um muro de blocos.
A abordagem foi rápida. Os policiais contiveram o suspeito a poucos metros do muro e, em revista pessoal, encontraram R$ 238,00 em cédulas de diversos valores, 73 porções de uma substância esverdeada com forte odor — que nos testes de campo reagiu como skank (variante potente da maconha) — e um smartphone com várias mensagens não lidas sobre “entregas” e “saldo”. No local onde os objetos foram arremessados, os agentes localizaram ainda três aparelhos celulares adicionais, todos com marcas de uso recente.
Interrogado no local, o jovem confessou que vendia drogas por conta própria, sem vínculo com facções maiores, mas admitiu que os três celulares apreendidos no quintal vizinho haviam sido dados como garantia por usuários que não haviam pago a totalidade do entorpecente consumido. “Eles deixam o telefone como calote. Depois eu devolvo quando pagam. É o esquema”, teria dito o suspeito, segundo relato policial.
A confissão levou os militares à residência do jovem, localizada a três quarteirões da adega. A mãe do suspeito, que atendeu a equipe, autorizou voluntariamente a entrada e afirmou não saber que o filho continuava traficando. “Ele me disse que tinha largado isso depois que saiu da última prisão”, lamentou a mulher, que não teve o nome divulgado. Durante as buscas no quarto do rapaz — onde a parede tinha pôsteres de times de futebol e um calendário rabiscado —, os policiais encontraram escondidos na parte superior de um armário de madeira:
• 168 porções de uma substância resinosa, escura e pegajosa, identificada como maconha tipo “ice” (extração com alta concentração de THC);
• 10 tabletes médios de maconha prensada, cada um pesando aproximadamente 100 gramas;
• R$ 500,00 em dinheiro vivo
A mãe do rapaz revelou ainda que ele já havia sido preso em abril deste ano, exatamente pelo mesmo crime — tráfico de drogas —, mas respondia ao processo em liberdade após audiência de custódia. “Ele não cumpriu nenhuma medida socioeducativa porque é maior de idade. Voltou a vender no mesmo bairro”, disse uma vizinha que preferiu o anonimato.
O jovem recebeu voz de prisão em flagrante por tráfico de drogas (artigo 33 da Lei 11.343/06). Ele foi encaminhado à delegacia de Polícia Civil de Montes Claros, juntamente com todo o material apreendido: os celulares, o dinheiro, as 73 porções de skank, as 168 porções de “ice” e os 10 tabletes de maconha. A polícia estima que o valor total do entorpecente no mercado ilegal possa ultrapassar R$ 15 mil.



