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Argentinos provocam e projetam duelo contra Brasil na semifinal da Copa - Rede Gazeta de Comunicação

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Argentinos provocam e projetam duelo contra Brasil na semifinal da Copa

Torcedores da atual campeã mundial oscilam entre confiança exagerada e cautela; maioria vê Seleção Brasileira como adversário superável

A possibilidade de um Brasil x Argentina nas semifinais da Copa do Mundo já mexeu com os bairros de Dallas, Miami e todo território norte-americano onde os torcedores argentinos estão espalhados. E se depender do discurso dos hermanos ouvidos pelo No Ataque, o medo da Canarinho não é exatamente o sentimento que predomina. Pelo contrário: a confiança dos atuais campeões mundiais parece caminhar na contramão do respeito histórico que sempre marcou o confronto sul-americano.

Após a vitória argentina por 2 a 0 sobre a Áustria, na última segunda-feira (22), em Dallas, a reportagem percorreu os arredores do AT&T Stadium em busca das impressões da torcida sobre um possível encontro com o Brasil na fase eliminatória. O cenário é mais do que plausível: com a Argentina garantida como líder do Grupo J e o Brasil confirmado em primeiro do Grupo C, as duas seleções caíram no mesmo lado da chave e só podem se enfrentar em uma eventual semifinal – desde que ambas avancem nas fases anteriores.

O tom predominante entre os argentinos foi de soberania, temperada com uma pitada de provocação. “O Brasil está em um nível que, se a Argentina pegar, passa fácil. Eles têm um time bom, não nego, mas estamos em um nível melhor”, disparou Santino Gutiérrez, sem hesitar. Já Nicolás Muñoz foi ainda mais direto e irônico ao comentar a performance da equipe de Vini Jr.: “Não acho que estamos jogando bem, mas o Brasil…? Quebramos as costas deles”, disse, com um sorriso malicioso que traduz a rivalidade histórica.

Mas nem todos os torcedores argentinos alimentam a mesma certeza. Frederico Braun adotou um discurso mais cauteloso, lembrando que o Brasil sempre é candidato, independentemente da fase. “Para mim, o Brasil sempre está no páreo, mesmo que não venha bem. Mas, hoje, não vejo o Brasil na semifinal. Acho que vai embora antes. Me encantaria enfrentá-los, mas não vejo isso acontecendo”, ponderou, demonstrando que, para ele, o clássico pode nem se concretizar – o que, de certa forma, seria um alívio para os dois lados.

Paolo Stoppa também preferiu a moderação. Para ele, evitar o Brasil seria o cenário ideal, mas não por medo. “Seria lindo, mas, enquanto pudermos evitar, melhor. É um adversário difícil. Mas para ser campeão tem que enfrentar os melhores. Se tiver que acontecer, vai acontecer”, filosofou, em tom de quem confia no time, mas prefere não correr riscos desnecessários antes da decisão.

Já Matías Belardinez trouxe um olhar mais sociológico – e sincero – sobre a relação entre os países. “Há 20 anos, a situação era diferente. Hoje, estamos mais amigáveis com os brasileiros, mas isso é porque estamos ganhando. Se fosse o contrário… Mas eu gostaria do confronto, porque há rivalidade e amizade também. Enquanto a Argentina continuar ganhando, vamos querer sempre”, brincou, arrancando risadas dos companheiros.

Brasil e Argentina já protagonizaram duelos épicos em Copas do Mundo, e uma reedição do clássico nas semifinais deste Mundial colocaria fogo nas redes sociais e nas arquibancadas. A Argentina, ainda com um jogo contra a Jordânia neste sábado (27), já garantiu a liderança do grupo. O Brasil, com 100% de aproveitamento, aguarda o adversário das oitavas. O caminho para o encontro está desenhado. Resta saber se a confiança argentina se sustenta dentro de campo – e se a Seleção Brasileira tem argumentos para calar os hermanos mais uma vez.