A história do menino que se apaixonou pelo Karatê e se tornou um mestre multicampeão! - Rede Gazeta de Comunicação

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A história do menino que se apaixonou pelo Karatê e se tornou um mestre multicampeão!

A nossa reportagem conversou com o mestre Antônio Marques Batista dos Santos – mais conhecido como Marquinhos Karatê – que há quatro décadas é praticante desta arte marcial e, ao longo desta jornada, se tornou mestre e multicampeão, tendo vencido 26 vezes o Campeonato Mineiro-FMK; 24 vezes o Campeonato Brasileiro CBK; nove vezes o Sul Americano CSK; e três vezes o Pan Americano PKF. Confira a seguir a entrevista!

Como foi a sua infância e como o karatê chegou à sua vida?

Toda criança sonha em ser jogador de futebol e eu não fui diferente disso. Tentei jogar bola, mas não deu certo, era ruim de bola. Então conheci o karatê, assistindo a filmes de Bruce Lee. Um colega meu também já praticava karatê e me apresentou, em 1983. De lá para cá, estou até hoje.

Qual o nome do primeiro mestre que você teve?

Eu morava em Janaúba, à época, comecei lá. Meu primeiro professor foi Walter. O meu segundo professor, já aqui, em Montes Claros, foi Vicente Mendes.

Você começou com quantos anos?

Eu tinha 13 anos de idade. Eu sempre brincava na beira do rio, lá em Janaúba, de “lutinha”. Um colega meu, até então não era amigo, me viu treinando, chutando e pulando, e falou que eu levava jeito para o karatê. Ele me convidou para ir para a academia. Fui achando que ia chegar lá já sabendo tudo, mas eu não sabia nada. Me interessei muito pelas técnicas do karatê e o professor viu que eu levava jeito para a prática. Graças a Deus, deu certo.

E qual foi o momento mais emocionante da sua jornada?

Todas as vitórias são sempre muito emocionantes e muito comemoradas. Mas teve um momento marcante em minha jornada, que foi disputar o Mundial de Karatê. Só os melhores do mundo disputam na luta central, são cinco lutas, o tempo todo, uma em cada canto, e essa outra ao centro. Quando eu vi que estava ali, entre os melhores dos melhores, eu percebi que havia chegado muito mais longe do que eu esperava.

Qual a sua maior dificuldade?

A falta de apoio, sabe? Uma carreira inteira levando o nome de Montes Claros para o mundo, inclusive, eu era conhecido como “Montes”, nos torneiros, e mesmo assim para mim – e praticamente para todos os esportistas – há muito essa falta de apoio por parte do poder público, em nos ajudar a custear as viagens para competir em alto nível.

Ser professor é tão emocionante quanto lutar?

Com certeza. O esporte muda vidas, e eu pude ser campeão e, agora, ensino às crianças, adolescentes… Meus próprios filhos aprenderam comigo, foram campeões… Isso é gratificante, traz uma sensação de dever cumprido.