Otorrinolaringologistas realizam procedimento de implante coclear - Rede Gazeta de Comunicação

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Otorrinolaringologistas realizam procedimento de implante coclear

Você sabia que é possível transformar a vida de pessoas que nascem com algum tipo de perda auditiva? Parece até milagre, não é mesmo? Os médicos otorrinolaringologistas, Marcos Loyola Borém e Manuela Athayde, realizaram cirurgia de Implante Coclear na Santa Casa Montes Claros. O procedimento busca levar esperança para as pessoas que tem algum problema auditivo.

De acordo com Marcos Loyola, o implante é uma cirurgia que recobra a audição do paciente. “O paciente muito novinho é o ideal pra gente colocar o implante coclear, ou seja, antes dos dois anos, porque essa via vai ser estimulada pelo aparelho”, destaca o especialista.

Manuela Athayde complementa explicando que “é uma tecnologia que foi desenvolvida para dar oportunidade para aquelas pessoas que não podem escutar e que tem surdez severa ou profunda e não se adaptam com outro tipo de aparelho de tecnologia para escutar para que elas possam voltar a ouvir”, destaca a médica.

Segundo os médicos otorrinolaringologistas, o dispositivo é colocado através da cirurgia dentro da cóclea, que é o órgão da audição, que irá estimular diretamente o nervo auditivo e promover a resposta auditiva que o paciente não tinha. “Tem indicação de qualquer idade e é muito importante primeiro a avaliação do otorrino com a equipe de fonoaudiologia para poder fazer testes auditivos e avaliar realmente o grau, o tipo de perda auditiva, se o paciente é mesmo ou não um candidato para realizar o procedimento”, ressalta Manuela.

Ainda sobre como o procedimento é realizado, o Loyola explica que a cirurgia pode ser unilateral ou bilateral. “A técnica é basicamente a mesma. A única diferença é o modo de fazer a cirurgia. A cirurgia que conduzi foi feita um lado primeiro para, posteriormente, programar o segundo lado. A gente chama isso de implante coclear sequencial”.

Manuela Athayde ressalta que a chance de cura é muito alta e que cada caso precisa ter seus fatores avaliados. “É um trabalho que não é só fazer a cirurgia. Existe um trabalho depois com a fonoaudióloga e de terapia para que o paciente possa desenvolver essa habilidade auditiva e de fala. Todo esse processo também é muito importante no pós-operatório e influencia no resultado também. Além disso, o diagnóstico precoce é muito importante e impacta diretamente nos efeitos da cirurgia”. (ANA PAULA PAIXÃO – Colaboradora)

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