Paula Pereira
Jornalista | Programadora Visual | Analista de Marketing
Uma cidade que floresce diante dos nossos olhos. Há uma alegria difícil de explicar quando a gente vê a cidade que ama se transformando, ganhando novos espaços, novas possibilidades e ares de um futuro que já começa a chegar
Montes Claros é dessas.
Talvez por isso seja impossível olhar para cada transformação desta cidade sem sentir uma alegria que ultrapassa a simples satisfação de ver uma obra sendo realizada. Existe algo maior. Existe o sentimento de quem acompanha, dia após dia, uma cidade que ama se tornando mais bonita, mais viva, mais organizada e, sobretudo, mais preparada para o futuro.
É bonito ver Montes Claros se movimentando.
E agora é a vez do Mercado Central.
Aquele lugar onde o cheiro do pequi se mistura ao café, onde a carne de sol conversa com o requeijão, onde o artesanato carrega histórias e onde a nossa gente se encontra para comprar, conversar, rever conhecidos e matar a saudade de alguma coisa que nem sempre sabemos explicar.
O Mercado Municipal Christo Raeff não é apenas um prédio. É memória. É identidade. É Norte de Minas.
Por isso, saber que ele está sendo revitalizado provoca uma sensação boa. Não é apagar o que existe. É cuidar daquilo que tem valor e preparar esse patrimônio para continuar contando a nossa história por muitas outras gerações.
A nova fachada, os largos, os espaços para manifestações culturais, o centro de apoio ao turista e a integração com o entorno não representam apenas concreto, arquitetura ou urbanismo. Representam uma cidade que começa a compreender que desenvolvimento também se faz valorizando aquilo que já é nosso.
E como é bom ver os comerciantes comemorando.
Quem vive o Mercado todos os dias sabe onde aperta o sapato. Sabe da necessidade de um banheiro melhor, de uma estrutura mais digna, de mais conforto para quem trabalha e para quem chega. São essas pessoas, que conhecem cada canto daquele espaço, que poderão testemunhar a transformação acontecendo diante dos próprios olhos.
E talvez seja justamente aí que esteja a beleza de uma obra pública: quando ela deixa de ser projeto e passa a fazer parte da vida das pessoas.
Montes Claros parece atravessar um daqueles momentos em que a cidade olha para si mesma e decide que pode mais.
O Montesclarear, com seus projetos em diferentes regiões, traz essa perspectiva de uma cidade que se movimenta em várias frentes. Saúde, mobilidade, cultura, lazer, infraestrutura. São projetos que, se concretizados, poderão redesenhar paisagens e criar novas referências para quem vive aqui.
E eu gosto de pensar que prosperidade também tem cheiro.
Tem cheiro de asfalto novo depois da chuva. Tem cheiro de praça cuidada. Tem cheiro de mercado cheio. Tem cheiro de comida mineira saindo das cozinhas. Tem cheiro de árvore florescendo. Tem cheiro de cidade viva.
Prosperidade também tem som.
O barulho das crianças brincando numa praça. A música de um evento cultural. A conversa dos comerciantes. O movimento das ruas. O sotaque bonito da nossa gente.
E prosperidade tem, sobretudo, gente.
Porque nenhuma cidade se torna grande apenas porque constrói prédios, avenidas ou equipamentos públicos. Uma cidade cresce quando oferece dignidade a quem mora nela, oportunidades para quem trabalha, espaços para quem sonha e motivos para que seus filhos queiram permanecer.
É isso que eu quero para Montes Claros.
Uma cidade grande sem perder a alma.
Uma cidade moderna sem esquecer suas raízes.
Uma cidade próspera sem deixar de ser acolhedora.
Uma cidade que avance sem passar por cima da própria história.
Quando vejo o Mercado Central se preparando para uma nova fase, vejo muito mais do que uma reforma. Vejo uma fotografia do futuro que começa a se desenhar.
E gosto dessa fotografia.
Gosto de imaginar aquele largo cheio de gente, o turista chegando, o montes-clarense apresentando com orgulho aquilo que é nosso, os comerciantes trabalhando em um espaço mais digno, a cultura ocupando seus lugares e o velho Mercado ganhando novos motivos para continuar sendo o coração de tantos encontros.
Talvez um cartão-postal não seja apenas aquilo que se fotografa.
Cartão-postal é aquilo que representa uma cidade.
E Montes Claros tem muito para mostrar.
Tem sua gente. Tem seu sertão. Tem seu cerrado. Tem sua cultura. Tem seus sabores. Tem suas histórias. E, agora, tem também a possibilidade de construir uma nova paisagem sem destruir as antigas.
Eu confesso: dá alegria ver.
Alegria de quem ama esta cidade e quer vê-la cada dia mais bonita.
Alegria de quem acredita que o futuro não precisa apagar o passado — pode nascer dele.
E, enquanto as obras avançam, enquanto novas praças, equipamentos, vias e espaços culturais começam a sair do papel, fico com aquela sensação gostosa de quem olha para Montes Claros e pensa:
Essa cidade está ficando cada vez mais bonita.
E ainda bem que a gente está aqui para ver.


