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Seis atitudes que podem colocar vidas em risco durante obras nas rodovias - Rede Gazeta de Comunicação

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Seis atitudes que podem colocar vidas em risco durante obras nas rodovias

Respeitar a sinalização, reduzir a velocidade, não furar filas e manter atenção redobrada estão entre os cuidados essenciais para motoristas que trafegam por trechos em obras

Motoristas que trafegam pelas BRs-116 e BR-251, em Minas Gerais, precisam redobrar a atenção nos trechos que passam por obras e intervenções no pavimento. Com a intensificação dos serviços realizados pela Ecovias das Gerais, alguns segmentos das rodovias passam a operar temporariamente no sistema Pare e Siga, recurso utilizado para permitir a execução dos trabalhos sem a necessidade de interdição total das pistas.

A operação exige paciência e, principalmente, respeito às regras de segurança. Além da sinalização das áreas de intervenção e da orientação aos usuários, os cuidados adotados pelas equipes responsáveis pelas obras dependem também do comportamento dos motoristas.

A concessionária está executando serviços de recuperação do pavimento, revitalização da sinalização e conservação das rodovias como parte do Plano de 100 Dias, primeira etapa de atuação da empresa nas BRs-116 e BR-251.

De acordo com Gilson Rocha, especialista em Segurança Viária da Ecovias das Gerais, o sistema Pare e Siga é planejado justamente para conciliar a realização das obras com a manutenção do tráfego.

“O Pare e Siga é uma operação planejada para permitir que a obra avance mantendo o tráfego da rodovia. Quando o motorista respeita a sinalização, reduz a velocidade e aguarda a liberação, ele contribui para a segurança de todos, principalmente dos trabalhadores que estão atuando muito próximos ao fluxo de veículos”, explica.

Durante a passagem por áreas em obras, a recomendação é reduzir a velocidade assim que o motorista identificar a sinalização de intervenção, manter distância segura do veículo da frente e obedecer às placas e às orientações dos operadores.

A formação de filas e retenções é considerada normal durante o Pare e Siga. Em trechos das BRs-116 e BR-251, o fluxo de veículos pesados também pode contribuir para aumentar o tempo de espera.

A retenção é necessária para impedir que veículos trafeguem simultaneamente em sentidos opostos pela mesma faixa enquanto os trabalhos são realizados.

“É natural que o motorista queira chegar logo ao destino, mas tentar ganhar alguns minutos em um trecho de obra pode aumentar muito o risco. O mais importante é entender que aquela espera faz parte de uma operação de segurança”, afirma Gilson Rocha.

Seis atitudes que devem ser evitadas

Além de adotar uma condução preventiva, os motoristas precisam evitar comportamentos que podem colocar em perigo tanto os usuários da rodovia quanto os trabalhadores.

1. Não fure a fila

Avançar pelo acostamento, pela área destinada às obras ou por qualquer espaço que não esteja liberado para o tráfego pode provocar situações inesperadas. A manobra também aumenta o risco para trabalhadores e outros motoristas.

2. Não avance o Pare

Mesmo que o condutor não perceba veículos vindo no sentido contrário, é necessário aguardar a autorização para seguir. A operação é coordenada pelas equipes responsáveis para garantir que o tráfego seja liberado no momento adequado.

3. Não acelere depois da liberação

A liberação do fluxo não significa que o trecho deixou de ser uma área de risco. Máquinas, trabalhadores, equipamentos, alterações de faixa e outros obstáculos podem continuar próximos à pista.

Por isso, o motorista deve manter velocidade reduzida e atenção ao ambiente ao redor.

4. Não faça ultrapassagens indevidas

A configuração da rodovia pode ser alterada temporariamente durante a execução dos serviços. Ultrapassagens ou mudanças de faixa sem condições adequadas podem resultar em colisões.

O condutor deve seguir a sinalização e aguardar um local seguro e autorizado para realizar qualquer manobra.

5. Não use o celular ao volante

Em uma área de obras, a atenção precisa estar totalmente voltada para a rodovia. Mudanças temporárias no fluxo, redução de velocidade e paradas inesperadas exigem respostas rápidas do motorista.

O uso do celular reduz a capacidade de percepção e aumenta o risco de acidentes.

6. Não ignore os trabalhadores

Os profissionais responsáveis pela manutenção e recuperação das rodovias trabalham próximos ao fluxo de veículos e às máquinas utilizadas nas intervenções.

Reduzir a velocidade, manter distância dos equipamentos e obedecer às orientações das equipes são medidas simples que ajudam diretamente a preservar a segurança desses trabalhadores.

Plano de 100 Dias

O Plano de 100 Dias representa a primeira etapa de atuação da Ecovias das Gerais nas BRs-116 e BR-251 em Minas Gerais. A iniciativa tem como objetivo promover uma recuperação emergencial da infraestrutura e reforçar as condições de segurança viária antes do início da operação plena da concessão.

Entre os serviços previstos estão recuperação do pavimento, limpeza e desobstrução de sistemas de drenagem, roçada e limpeza da faixa de domínio, reforço da sinalização horizontal e vertical, recuperação de dispositivos de proteção e reposição de marcos quilométricos.

Também estão previstas intervenções em pontos considerados críticos e identificados a partir de levantamentos técnicos realizados em conjunto com órgãos como a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e o Corpo de Bombeiros.

A proposta é priorizar os segmentos que apresentam maior necessidade de intervenção e histórico de ocorrências, dando início a um processo gradual de melhoria da infraestrutura e das condições de segurança de um dos principais corredores rodoviários de Minas Gerais.

Concessão prevê investimentos

A Ecovias das Gerais é responsável pela concessão de 734,9 quilômetros das BRs-116 e BR-251, em Minas Gerais. O contrato tem prazo de 30 anos e prevê R$ 7,3 bilhões em investimentos em obras de ampliação e modernização da infraestrutura.

Outros R$ 5,8 bilhões estão previstos para custos operacionais durante o período da concessão.

Entre as principais intervenções previstas estão 186,59 quilômetros de duplicações, 159,9 quilômetros de faixas adicionais, 16,87 quilômetros de contornos e 21 passarelas, além de outras melhorias destinadas a ampliar a capacidade das rodovias e aumentar a segurança dos usuários.

A concessão abrange 26 municípios e tem estimativa de geração de aproximadamente 127,5 mil empregos diretos, indiretos e por efeito-renda.

Enquanto as intervenções avançam, a orientação aos motoristas é simples: respeitar a sinalização, reduzir a velocidade, manter distância segura, não realizar ultrapassagens indevidas e aguardar a liberação do tráfego. Em trechos com obras, alguns minutos de espera podem representar a diferença entre uma viagem segura e uma ocorrência grave.