Suspeito teria utilizado a identidade digital da vítima para abrir conta bancária e contratar empréstimos fraudulentos junto à Caixa Econômica Federal
A Polícia Federal cumpriu, nesta terça-feira (14), um mandado de busca e apreensão em Montes Claros, no Norte de Minas, durante uma investigação que apura uma fraude bancária envolvendo a invasão de uma conta Gov.br. Segundo a corporação, o esquema teria causado um prejuízo estimado em R$ 195 mil à Caixa Econômica Federal.
De acordo com as investigações, o suspeito teria obtido acesso indevido à identidade digital da vítima e, a partir dela, realizado procedimentos fraudulentos para abrir uma conta bancária. Em seguida, empréstimos teriam sido contratados em nome da vítima, sem sua autorização, resultando no prejuízo financeiro à instituição bancária pública.
Para reunir elementos de prova, a Polícia Federal realizou diligências e empregou diferentes técnicas de investigação. Entre elas estão exames de identificação papiloscópica, procedimentos de comparação facial e análises da movimentação financeira relacionada às operações suspeitas.
O mandado de busca e apreensão teve como objetivo recolher documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais que possam auxiliar no esclarecimento dos fatos e na produção de novas provas.
Segundo a PF, as investigações continuam para identificar a possível participação de outras pessoas no esquema criminoso, além de rastrear o destino dos recursos obtidos por meio das operações fraudulentas. A corporação busca esclarecer se houve atuação de uma organização especializada em fraudes eletrônicas ou se o crime foi praticado por um número reduzido de envolvidos.
Caso as suspeitas sejam confirmadas, o investigado poderá responder por diversos crimes previstos na legislação brasileira. Entre eles estão invasão de dispositivo informático, falsa identidade, uso de documento falso, estelionato eletrônico qualificado e associação criminosa, além de outros delitos que eventualmente sejam identificados ao longo da apuração.
A ocorrência reforça o alerta para os riscos relacionados ao uso indevido de identidades digitais e evidencia a importância da adoção de medidas de segurança por parte dos usuários de plataformas governamentais e bancárias, como a utilização de senhas fortes, autenticação em dois fatores e o monitoramento constante de movimentações financeiras e acessos às contas digitais.



