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Denúncia levanta questionamentos sobre segurança em CEMEI de Pirapora - Rede Gazeta de Comunicação

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Denúncia levanta questionamentos sobre segurança em CEMEI de Pirapora

Relato anônimo aponta que uma criança teria deixado a unidade escolar sem ser percebida. Secretaria Municipal de Educação afirma que o caso foi apurado internamente e que medidas administrativas foram adotadas

JOÃO PEDRO ISSA, COLABORADOR

Uma denúncia encaminhada a um veículo de comunicação de Pirapora trouxe à tona questionamentos sobre a segurança e os protocolos de atendimento adotados no Centro Municipal de Educação Infantil (CEMEI) Gecy Rocha. O relato, enviado por uma pessoa que preferiu não se identificar, aponta supostas falhas no controle de acesso à unidade e cobra esclarecimentos por parte da administração municipal.

Segundo a denúncia, uma criança de aproximadamente quatro anos teria conseguido deixar a creche sem que professores ou demais funcionários percebessem sua saída. Ainda conforme o relato, o aluno permaneceu por um período do lado de fora da instituição até ser visto por uma pessoa que passava pelo local. Ao notar a situação, essa pessoa teria comunicado imediatamente os funcionários da escola.

O denunciante afirma que o episódio gerou preocupação entre pais e responsáveis, que passaram a questionar os procedimentos de segurança adotados pela unidade. De acordo com o relato, também existem críticas em relação à gestão do CEMEI, sob a alegação de que a direção estaria pouco presente nas atividades do cotidiano escolar.

“Cada dia mais tenho medo de deixar meu filho lá. Depois que fiquei sabendo que deixaram uma criança sair para a rua e nem deram falta, a preocupação só aumentou”, afirmou o denunciante, que pediu para não ser identificado.

Ainda segundo o relato, os problemas teriam se intensificado após a mudança na direção da unidade de ensino.

Secretaria diz que caso foi apurado

Procurada pela reportagem, a Secretaria Municipal de Educação de Pirapora informou, por meio da servidora que responde interinamente pela pasta durante o período de férias da secretária, que o episódio ocorreu há cerca de dois meses.

Segundo a administração municipal, assim que a situação chegou ao conhecimento da secretaria, foi instaurado um procedimento interno para apurar os fatos. A pasta informou que todos os envolvidos foram ouvidos, incluindo o denunciante, professores e demais servidores da unidade escolar.

A Secretaria de Educação acrescentou que as medidas administrativas cabíveis foram adotadas, mas não detalhou quais providências foram tomadas nem informou se houve aplicação de sanções aos servidores envolvidos.

O caso reacende o debate sobre a importância da adoção de protocolos rigorosos de controle de acesso e monitoramento em unidades de educação infantil, especialmente em instituições que atendem crianças de pouca idade. Até o momento, não há informações sobre registro de ocorrência policial relacionado ao episódio ou sobre eventual abertura de investigação por outros órgãos competentes.