Muito além dos negócios agropecuários, feira movimenta hotéis, restaurantes, transporte, comércio, serviços e fortalece a economia regional com expectativa de gerar R$ 400 milhões e atrair cerca de 300 mil visitantes
A cada edição, a Expomontes reafirma sua posição como um dos maiores eventos agropecuários do Brasil e uma das principais engrenagens econômicas do Norte de Minas. O que começou como uma vitrine para a força do campo transformou-se, ao longo dos anos, em um fenômeno econômico capaz de impactar dezenas de setores produtivos, impulsionar o turismo de eventos e consolidar Montes Claros como um dos mais importantes polos de negócios de Minas Gerais.
Realizada pela Sociedade Rural de Montes Claros, a feira movimenta não apenas o agronegócio, mas também uma extensa cadeia econômica que envolve hotéis, restaurantes, bares, transporte, comércio, serviços, indústria, entretenimento e economia criativa. A expectativa para a edição deste ano é expressiva: movimentar cerca de R$ 400 milhões em negócios e receber aproximadamente 300 mil visitantes ao longo da programação.
Segundo o presidente da Sociedade Rural de Montes Claros, Flávio Gonçalves Oliveira, o impacto econômico da Expomontes vai muito além das negociações realizadas dentro do parque de exposições.
“A movimentação é sentida em diversos segmentos da economia. Alimentação, hospedagem, transporte e serviços em geral experimentam um crescimento significativo durante os dias de feira. As feiras agropecuárias modernas deixaram de ser apenas espaços de exposição para se tornarem verdadeiras ferramentas de desenvolvimento econômico regional, gerando empregos, atraindo investimentos e fortalecendo o turismo”, destaca.
Para a subsecretária municipal de Turismo, Natalie Oliffson, a importância da Expomontes ultrapassa os números relacionados ao agronegócio e alcança diversos setores responsáveis pela geração de renda e oportunidades.
“A importância da feira é gigantesca. Além dos negócios ligados à pecuária, agricultura, genética, maquinários e tecnologia rural, devemos considerar toda a estrutura necessária para a realização do evento. A montagem dos estandes, dos palcos, da infraestrutura e a realização dos shows mobilizam centenas de profissionais. É a economia criativa em pleno funcionamento, envolvendo milhares de pessoas que contribuem para o sucesso da Expomontes”, afirma.
Natalie ressalta ainda que a relação entre Montes Claros e o setor agropecuário é histórica, antecedendo inclusive a formação da cidade.
“Montes Claros nasceu ligada ao campo. Antes mesmo de ser vila ou município, já era ponto de passagem das tropas de bovinos que cruzavam o sertão mineiro. Essa vocação permanece viva até hoje. Atualmente temos uma economia diversificada, mas o setor agropecuário continua exercendo papel fundamental por meio de feiras, leilões, competições, cavalgadas, eventos gastronômicos e manifestações culturais que movimentam a cidade durante todo o ano”, explica.
Um dos reflexos mais visíveis da Expomontes está na ocupação da rede hoteleira. Levantamentos da Subsecretaria de Turismo apontam crescimento significativo nas reservas já nos dias que antecedem o evento, com perspectivas extremamente positivas para o período entre 26 de junho e 3 de julho.
O vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH) regional, Farley Rodrigues, afirma que a Expomontes representa um dos momentos mais importantes do calendário anual para o setor.
“Nos meses de junho e julho, especialmente durante os finais de semana dos grandes shows, leilões e eventos técnicos, nossa taxa de ocupação se aproxima dos 100%. Recebemos empresários, produtores rurais, expositores, artistas, equipes técnicas, turistas e famílias que vêm participar da programação e conhecer a cidade”, explica.
Com 17 anos de atuação na hotelaria, Farley considera a Expomontes uma verdadeira vitrine para o turismo local.
“A feira fortalece a identidade de Montes Claros, valoriza nossa cultura, impulsiona o agronegócio e posiciona a cidade entre os principais destinos de negócios e turismo de Minas Gerais. Para a hotelaria, é uma data estratégica aguardada o ano inteiro. Temos orgulho de receber visitantes e mostrar nossa hospitalidade, uma das características mais marcantes do povo norte-mineiro”, afirma.
A influência da Expomontes também é percebida de forma intensa pelo setor empresarial. O presidente da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Montes Claros (ACI), Dennison Caldeira, destaca que o evento representa um importante instrumento de desenvolvimento econômico.
“Durante a feira, nossos associados registram aumento nas vendas, ampliação das oportunidades de negócios e fortalecimento do relacionamento com clientes e parceiros. Hotéis, restaurantes, transportadoras, fornecedores, empresas de eventos, lojas e diversos outros segmentos são beneficiados pela circulação de milhares de pessoas na cidade”, avalia.
Segundo ele, o crescimento da Expomontes acompanha diretamente o crescimento econômico de Montes Claros.
“Quando a Expomontes cresce, Montes Claros cresce junto. O evento fortalece empresas locais, gera renda, cria empregos temporários e movimenta toda a cadeia produtiva regional”, acrescenta.
O assistente de relacionamento com clientes do Sebrae Minas, Fred Cardoso, reforça que a feira representa uma oportunidade estratégica para micro e pequenas empresas.
“Durante os dias do evento, a rede hoteleira vive um dos períodos mais aquecidos do ano, muitas vezes operando próxima da capacidade máxima. Além do aumento da receita, existe a oportunidade de fidelizar clientes que podem retornar à cidade em outras ocasiões”, explica.
O mesmo fenômeno acontece com bares, restaurantes, cafeterias, lanchonetes e demais estabelecimentos do setor alimentício.
“Para muitos empreendedores, a Expomontes é uma vitrine. O visitante que recebe um atendimento de qualidade e tem uma experiência positiva pode se tornar cliente recorrente ou recomendar o estabelecimento para outras pessoas. Isso gera resultados que permanecem muito além dos dias da feira”, afirma.
A movimentação intensa de visitantes beneficia ainda profissionais que atuam diretamente na mobilidade urbana. É o caso do motorista de aplicativo Anderson Oliveira, que há cinco anos trabalha no setor.
Segundo ele, os dias da Expomontes representam uma oportunidade importante para ampliar o faturamento.
“Durante os quinze dias de programação, o aumento da demanda faz toda a diferença. Em um dia comum, o faturamento gira em torno de R$ 300. Durante a feira, esse valor pode chegar a R$ 500 por dia, graças ao aumento das corridas e das tarifas dinâmicas”, relata.
Para o turismólogo Rogério Fagundes, o principal ativo da Expomontes está justamente em sua capacidade de gerar trabalho e renda por meio do turismo de eventos e negócios.
“O evento impacta toda uma cadeia produtiva. Desde o montador dos estandes até o expositor, passando por hotéis, restaurantes, empresas de transporte, salões de beleza, lojas de moda e inúmeros prestadores de serviço. A moeda circula dentro e fora do parque de exposições e seus efeitos alcançam inclusive municípios vizinhos, que também recebem visitantes e hospedam participantes da feira”, explica.
Ele ressalta que o turismo de eventos tem se consolidado como uma das principais ferramentas de desenvolvimento econômico das cidades modernas, e Montes Claros é um exemplo claro desse fenômeno.
“A Expomontes demonstra como um grande evento pode transformar uma cidade em referência regional. Ela gera visibilidade, atrai investimentos, promove a cultura local e fortalece setores econômicos que muitas vezes não são imediatamente associados ao agronegócio”, destaca.
Montes Claros no centro dos grandes negócios
Mais do que uma feira agropecuária, a Expomontes tornou-se um dos maiores motores econômicos do Norte de Minas. A cada edição, o evento amplia sua capacidade de atrair visitantes, gerar negócios e fortalecer o turismo regional.
Dos leilões milionários aos quartos de hotel ocupados, dos restaurantes movimentados aos aplicativos de transporte em plena atividade, a Expomontes demonstra que o desenvolvimento econômico acontece quando diferentes setores caminham juntos. E é justamente essa integração entre agronegócio, turismo, cultura, comércio e serviços que transforma Montes Claros, ano após ano, em uma das principais vitrines de negócios, eventos



