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Artur Jorge classifica vitória do Cruzeiro sobre a Chapecoense como justa após jogo de alta tensão no Mineirão - Rede Gazeta de Comunicação

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Artur Jorge classifica vitória do Cruzeiro sobre a Chapecoense como justa após jogo de alta tensão no Mineirão

Técnico português avaliou vitória por 2 a 1 como justa, apesar do sufoco final. VAR anulou gol e pênalti da Chapecoense nos acréscimos.

Após o apito final, o técnico Artur Jorge fez uma análise criteriosa da atuação celeste. Para o comandante português, apesar do sufoco nos minutos finais, a vitória foi inteiramente merecida. “Foi uma vitória importante, pois representa o seguimento ou a continuidade dos bons resultados da equipe. Por isso era importante vencer aqui. Era um jogo muito perigoso do ponto de vista emocional. Jogamos contra o último colocado. Nós vínhamos de dois jogos desgastantes do ponto de vista físico e mental”, avaliou, referindo-se aos empates por 1 a 1 contra o líder Palmeiras, fora de casa, e contra o Boca Juniors, pela Libertadores.

Artur Jorge reconheceu que o contexto poderia ter sido uma armadilha. A Chapecoense, lanterna da competição, chegava pressionada e não tinha nada a perder. O Cruzeiro, por sua vez, vinha de uma sequência de desgaste emocional e físico intenso. Ainda assim, o time celeste conseguiu abrir 2 a 0 no placar, desperdiçando ao menos outras quatro chances claras de gol ao longo dos 90 minutos. No fim, quando a Chape diminuiu para 2 a 1, o estádio inteiro se segurou nas cadeiras. Aos 47 minutos do segundo tempo, a equipe catarinense ainda balançou as redes em um lance que foi imediatamente anulado por impedimento após consulta ao VAR. Minutos antes, um pênalti marcado a favor da Chapecoense também foi revertido pela arbitragem de vídeo.

“Fizemos um jogo em que fomos os justos vencedores, apesar de reconhecer que foram 90 minutos em que aconteceu de tudo. Nos últimos 15 minutos, sofremos muito, mas não posso me esquecer de que criamos inúmeras oportunidades para fazer gols. Muitas mesmo”, afirmou Artur Jorge em entrevista coletiva. O técnico fez questão de destacar a resiliência do elenco diante da pressão final: “Nós conseguimos suportar a pressão e segurar o mais importante para nós, que era a vitória. Se eu olhar para os 90 minutos, o Cruzeiro foi justamente merecedor de vencer o jogo de hoje.”

A partida também serviu como um termômetro para o momento psicológico da equipe. Depois de dois empates consecutivos — um contra o líder do Brasileirão e outro contra um gigante argentino —, voltar a vencer dentro de casa era uma necessidade para manter o ambiente positivo no vestiário e a confiança da torcida. O apoio das arquibancadas foi decisivo: os 44 mil presentes empurraram o time mesmo nos momentos de maior apreensão, e a comemoração ao apito final teve sabor de alívio e conquista.

Com o resultado, o Cruzeiro se mantém na parte superior da tabela da Série A, respirando tranquilo na luta por uma vaga na próxima Libertadores — e, quem sabe, sonhando com algo mais. A Chapecoense, por sua vez, segue na lanterna, mas deixou o Mineirão com a sensação de que poderia ter saído com um resultado diferente, não fossem os centímetros que separaram seus atacantes da linha do impedimento e as revisões do VAR.

O próximo compromisso do Cruzeiro será já na quarta-feira, quando a equipe volta a campo pela Copa Libertadores. Artur Jorge terá pouco tempo para descanso, mas a vitória suada sobre a Chape serve como combustível emocional para os desafios que ainda estão por vir. Como ele mesmo disse: “Foi um jogo em que aconteceu de tudo” — e, no fim, o que ficou foram três pontos fundamentais e a certeza de que esse time celeste não desiste nunca.