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COPA SEM AZUL CELESTE | Cruzeiro assiste de fora após Ancelotti devolver cinco à lista de espera - Rede Gazeta de Comunicação

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COPA SEM AZUL CELESTE | Cruzeiro assiste de fora após Ancelotti devolver cinco à lista de espera

Raposa mantém jejum de 16 anos sem representante em Copa; artilheiro do Brasileirão e camisa 10 ficaram pelo caminho na última peneira de Ancelotti

O sonho de ver um jogador do Cruzeiro vestindo a amarelinha em solo norte-americano morreu na tarde desta segunda-feira (18 de maio). Durante anúncio transmitido ao vivo diretamente do Rio de Janeiro, o técnico Carlo Ancelotti revelou os 26 nomes que defenderão o Brasil na Copa do Mundo de 2026, e a surpresa amarga veio na forma de cinco ausências celestes. Dos 55 atletas que constavam na pré-lista da Seleção, nenhum dos representantes da Raposa recebeu o bilhete de embarque.

Os cortados — zagueiro Fabrício Bruno, lateral-esquerdo Kaiki, meio-campistas Gerson e Matheus Pereira e atacante Kaio Jorge — agora terão que digerir a frustração de ficar a um passo do maior torneio do planeta. A notícia caiu como uma ducha gelada na Toca da Raposa 2, onde a comissão técnica e a diretoria alimentavam a esperança de, ao menos, um convocado. Afinal, a última vez que o Cruzeiro emprestou um atleta à Seleção em uma Copa foi há exatos 16 anos, com o polivalente Gilberto (lateral-esquerdo e meia) na África do Sul, em 2010.

Cada um dos cinco tem sua própria história de quase-herói. Fabrício Bruno, que atuou em quatro oportunidades sob o comando de Ancelotti e foi chamado em três convocações, viu sua vaga esvair-se diante da concorrência pesada de nomes como Marquinhos, Éder Militão e Gabriel Magalhães. Kaiki, o jovem de 23 anos que ganhou um teste de luxo no amistoso contra a Croácia (vitória por 3 a 1), foi preterido pela experiência de Alex Sandro e Douglas Santos.

No meio-campo, a dor é dupla. Gerson, que começou como titular na estreia do técnico italiano, perdeu espaço nas últimas listas e pagou o preço pela oscilação de rendimento. Mas quem talvez sofra com a maior sensação de injustiça é Matheus Pereira. O habilidoso camisa 10 celeste, um dos jogadores mais técnicos do futebol brasileiro, sequer recebeu uma chance com Ancelotti — nem um mísero minuto em campo para mostrar seu valor. Por fim, o centroavante Kaio Jorge, artilheiro do Campeonato Brasileiro de 2025 com impressionantes 21 gols em 33 partidas, ficou de fora num dos debates mais acalorados entre comentaristas esportivos. Afinal, como deixar em casa o goleador máximo do país?

A resposta, agora, pouco importa aos cruzeirenses. Resta ao clube estrelado juntar os cacos da expectativa frustrada, secar a Seleção à distância e tentar quebrar o longo jejum de convocados na próxima Copa — se houver uma próxima para alguns desses nomes. Enquanto isso, o Cruzeiro assiste de camarote à festa alheia, com o gosto amargo de quem quase tocou o céu com os dedos.