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Iniciativas do Governo de Minas fortalecem a cadeia produtiva do café - Rede Gazeta de Comunicação

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Iniciativas do Governo de Minas fortalecem a cadeia produtiva do café

Com crédito, pesquisa e inovação, produtores ampliam competitividade e agregam valor ao grão mineiro

O protagonismo de Minas Gerais na produção de café segue em alta e ganha novos contornos com políticas públicas voltadas à inovação, ao crédito e à sustentabilidade. Maior produtor e exportador nacional, o estado tem visto seus grãos conquistarem mercados mais exigentes, impulsionados por iniciativas do Governo de Minas que fortalecem toda a cadeia produtiva.

Entre os principais instrumentos está o programa Compete Minas, coordenado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG) em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais. Desde 2022, o programa já destinou mais de R$ 4,9 milhões exclusivamente para pesquisas relacionadas ao café, fomentando soluções tecnológicas que elevam a qualidade e a eficiência da produção.

De acordo com o subsecretário de Ciência, Tecnologia e Inovação da Sede-MG, Lucas Mendes, o café mineiro vai além da tradição. “Em Minas, o café faz parte da cultura e da economia, mas também está cercado pela inovação. Nos últimos anos, toda a cadeia produtiva foi beneficiada com projetos de ciência, tecnologia e inovação”, destaca.

Outro pilar importante é o acesso ao crédito. O Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais liberou mais de R$ 1,6 bilhão nos últimos cinco anos por meio da linha Funcafé, voltada exclusivamente para cafeicultores. A iniciativa permite investimentos em modernização, expansão e adoção de práticas sustentáveis.

Segundo o presidente do BDMG, Gabriel Viégas Neto, os produtores mineiros têm se destacado pela qualidade e pela adoção de novas técnicas. “Os cafeicultores são referência em produção e cada vez mais investem em práticas sustentáveis que elevam o padrão dos grãos. Queremos ampliar ainda mais esse apoio financeiro”, afirma.

Inovação e tecnologia no campo

A safra de 2025 alcançou 25,7 milhões de sacas, e a expectativa para 2026 é de 32,4 milhões — crescimento de 25,9%. Para sustentar esse avanço, inovação e eficiência têm sido determinantes.

Um exemplo é a empresa V Software, sediada em Varginha, no Sul de Minas. Com cerca de R$ 420 mil captados via Compete Minas, a empresa desenvolve soluções para otimizar a logística de exportação de café, utilizando inteligência artificial e realidade aumentada.

De acordo com o sócio-diretor Rafael Rodrigues, a tecnologia traz ganhos diretos ao setor. “Na prática, isso significa um fluxo logístico mais confiável, rápido e seguro, essencial para um produto de alto valor agregado que precisa atender prazos e padrões internacionais”, explica.

Sustentabilidade amplia mercados

Além da inovação, práticas sustentáveis têm ampliado a presença do café mineiro no exterior. Por meio do programa BDMG LabAgrominas, o banco também financia iniciativas voltadas à agricultura regenerativa, em parceria com cooperativas de crédito.

É o caso da Fazenda Congonhas Estate Coffee, localizada no Alto Paranaíba. Nos últimos anos, o produtor Lázaro Ribeiro de Oliveira adotou técnicas como cobertura do solo, uso de matéria orgânica e insumos biológicos. O resultado foi a conquista de certificações e a entrada em mercados exigentes, como Europa e Estados Unidos.

“O café ganha em qualidade e valorização. Trabalhamos com variedades arábicas com diferentes notas sensoriais, sendo o bourbon amarelo um dos mais procurados”, destaca o produtor.

Cadeia fortalecida

Combinando tradição, tecnologia e sustentabilidade, Minas Gerais consolida sua posição de destaque no cenário cafeeiro mundial. As políticas públicas voltadas ao setor demonstram que investir em inovação e acesso ao crédito é fundamental para garantir competitividade, ampliar mercados e agregar valor ao produto que é símbolo da economia mineira.