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Janela partidária provoca reconfiguração política na ALMG com mudança de 17 deputados - Rede Gazeta de Comunicação

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Janela partidária provoca reconfiguração política na ALMG com mudança de 17 deputados

A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) registrou uma significativa movimentação política durante a Reunião Ordinária de Plenário realizada na tarde da última quarta-feira (15). Ao todo, 17 parlamentares oficializaram mudanças de partido, aproveitando o período conhecido como “janela partidária”, que permite a troca de legenda sem risco de perda de mandato.

As alterações foram comunicadas formalmente em Plenário e já produzem efeitos diretos na composição das bancadas, redesenhando o equilíbrio de forças dentro do Legislativo mineiro. A janela partidária é um mecanismo previsto na legislação eleitoral brasileira que ocorre em períodos específicos, geralmente antes das eleições, e permite aos parlamentares reavaliar posicionamentos políticos e estratégias partidárias.

Entre as mudanças registradas, destacam-se migrações que impactaram partidos de diferentes espectros. O deputado Adalclever Lopes deixou o PSD e se filiou ao PV, enquanto Ana Paula Siqueira trocou a Rede pelo PT. Já Arlen Santiago saiu do Avante para ingressar no MDB, e Bella Gonçalves deixou o Psol para também integrar o PT.

Outros movimentos importantes incluem Betinho Pinto Coelho, que deixou o PV para o União Brasil; Bosco, que migrou do Cidadania para o PSD; e Carlos Pimenta, que trocou o PDT pelo PSB. A deputada Chiara Biondini deixou o PP e se filiou ao PL, enquanto Doorgal Andrada fez o caminho inverso, saindo do PRD para o PP.

Também mudaram de legenda os deputados Doutor Paulo (do PRD para o União Brasil), Enes Cândido (do Republicanos para o PSD), Grego da Fundação (do Mobiliza para o União Brasil) e João Magalhães (do MDB para o PSD). Lud Falcão passou do Podemos para o Republicanos, enquanto Neilando Pimenta deixou o PSB para se filiar ao Republicanos.

Completam a lista Professor Wendel Mesquita, que saiu do Solidariedade para o União Brasil, e Raul Belém, que deixou o Cidadania para ingressar no PSD.

As mudanças provocaram uma nova configuração das bancadas na ALMG. O Partido dos Trabalhadores (PT) permanece como uma das maiores forças da Casa, agora empatado com o PSD, ambos com 14 parlamentares cada. Em seguida aparece o PL, com 12 cadeiras.

O União Brasil foi a legenda que mais cresceu durante o período, ganhando quatro novos integrantes e passando a contar com sete deputados. O Republicanos também ampliou sua representação, chegando a cinco parlamentares.

Por outro lado, algumas siglas tiveram redução significativa em suas bancadas. O Avante perdeu um representante e agora conta com dois parlamentares. Já partidos como Rede, PDT, PRD e Cidadania passaram a ter apenas um deputado cada.

Ainda mais impactante foi a saída completa de representação de algumas legendas na Casa. Psol, Podemos, Solidariedade e Mobiliza deixaram de ter parlamentares na ALMG após as mudanças.

Esse novo arranjo político deve influenciar diretamente a dinâmica legislativa, especialmente na formação de blocos, articulações para votação de projetos e definição de pautas prioritárias. A reorganização partidária também pode refletir estratégias eleitorais para os próximos pleitos, além de reposicionamentos ideológicos e regionais dos parlamentares.

Com o fim da janela partidária, o cenário político na Assembleia entra agora em uma fase de consolidação, em que as novas alianças e composições deverão orientar os rumos das decisões legislativas em Minas Gerais nos próximos meses.