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Julgamento de jogadores de Atlético e Cruzeiro é cancelado, mas punições são definidas pelo TJD - Rede Gazeta de Comunicação

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Julgamento de jogadores de Atlético e Cruzeiro é cancelado, mas punições são definidas pelo TJD

O julgamento envolvendo jogadores de Cruzeiro e Atlético Mineiro, denunciados por participação em uma briga generalizada durante a final do Campeonato Mineiro de Futebol, teve sua sessão cancelada pelo Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) da Federação Mineira de Futebol. A decisão foi comunicada nesta terça-feira (24), data em que o julgamento estava originalmente previsto para ocorrer.

Apesar do cancelamento da sessão, os envolvidos não ficaram isentos de punição. Um acordo firmado entre a Procuradoria de Justiça Desportiva e os dois clubes definiu sanções que atingem tanto atletas quanto as instituições, encerrando o processo por meio de um termo de transação disciplinar.

A confusão ocorreu no dia 8 de março, durante a decisão estadual, e ganhou grande repercussão pela intensidade das agressões entre jogadores das duas equipes, configurando um episódio de violência dentro de campo que mobilizou autoridades esportivas e torcedores.

Acordo define suspensões e multas

Com a formalização do acordo, todos os jogadores denunciados receberão suspensão de quatro partidas em competições organizadas pela Federação Mineira de Futebol. No entanto, a punição será cumprida apenas na próxima edição do Campeonato Mineiro, em 2027.

Além das suspensões, Cruzeiro e Atlético Mineiro foram penalizados com multa de R$ 400 mil cada. Os valores serão integralmente destinados à campanha “Abrace Minas – Recomeço”, iniciativa coordenada pelo Servas, voltada ao apoio de populações afetadas por situações de vulnerabilidade, especialmente na Zona da Mata mineira.

Como parte das medidas educativas, os clubes também deverão promover campanhas de conscientização contra a violência no futebol, além de ações de arrecadação em benefício da iniciativa social.

Processo envolvia mais de 20 jogadores

O processo reunia 25 jogadores — sendo 13 do Cruzeiro e 12 do Atlético Mineiro — além de dirigentes e membros das comissões técnicas. Entre os denunciados estava também um massagista da equipe alvinegra.

A maioria dos envolvidos foi enquadrada nos artigos 254-A (agressão física) e 257 (participação em rixa ou tumulto) do Código Brasileiro de Justiça Desportiva. Um dos atletas ainda respondia por infração relacionada a ato antidesportivo específico.

Mesmo jogadores que não haviam sido expulsos durante a partida foram incluídos na denúncia, ampliando o alcance do processo disciplinar e evidenciando a gravidade do episódio.

Cancelamento foi motivado por acordo

De acordo com o TJD, o cancelamento da sessão ocorreu após solicitação da Procuradoria de Justiça Desportiva, que retirou o processo de pauta em função da celebração do acordo com os clubes.

A medida é prevista na legislação desportiva e permite a resolução de casos por meio de conciliação, desde que haja concordância entre as partes e aplicação de sanções consideradas adequadas à infração cometida.

Repercussão e alerta para o futebol

O episódio reacende o debate sobre a violência no futebol brasileiro, especialmente em partidas de grande rivalidade. A final do Campeonato Mineiro de Futebol, que deveria ser marcada apenas pela disputa esportiva, acabou ganhando destaque negativo pela pancadaria envolvendo atletas das duas equipes.

Especialistas apontam que medidas educativas, como as previstas no acordo, são fundamentais para coibir novos episódios e reforçar valores como respeito, disciplina e fair play dentro das quatro linhas.

Ao encerrar o caso sem julgamento formal, mas com punições definidas, o TJD busca dar uma resposta rápida ao ocorrido, ao mesmo tempo em que reforça a necessidade de responsabilização e mudança de comportamento no ambiente esportivo.

A expectativa agora é de que as sanções e campanhas previstas contribuam para evitar novos episódios semelhantes e promovam uma cultura de paz no futebol mineiro e nacional.