A Cemig intensificou, ao longo de 2025, as ações de combate à instalação irregular de cabos de telecomunicações em postes de energia em Minas Gerais. Como resultado desse trabalho, a companhia retirou 63,5 toneladas de fiação clandestina em 143 municípios mineiros, reforçando a atuação preventiva e corretiva voltada à segurança da população e à organização do espaço urbano.
O avanço das ações ocorre após a conclusão de um amplo censo realizado pela empresa, que mapeou mais de 2 milhões de estruturas da rede de distribuição urbana em sua área de concessão. A partir desse levantamento, foi possível identificar pontos críticos e direcionar as fiscalizações de forma mais estratégica, ampliando a eficiência das intervenções.
No Norte de Minas, região que também tem registrado crescimento no número de operadoras de telecomunicações, a Cemig retirou cerca de 10,6 toneladas de fios irregulares, evidenciando a dimensão do problema e a necessidade de ações contínuas.
Fiscalização contínua e aumento das notificações
De acordo com o analista de Proteção da Receita da companhia, Rodrigo Vilela, o trabalho envolve uma combinação de fiscalização técnica, notificações formais e ações educativas junto às empresas e aos municípios.
“No primeiro semestre deste ano, os técnicos da Cemig já vistoriaram cerca de 111 mil postes e retiraram fiações pertencentes a 104 empresas que atuavam de forma clandestina no sistema de distribuição. Além disso, temos reforçado as notificações e desenvolvido ações de conscientização sobre os riscos e a necessidade de regularização”, explicou.
Somente neste período, a empresa realizou mais de 22,9 mil notificações a operadoras de telecomunicações, número que representa um aumento expressivo de 118% em relação ao total registrado no ano anterior, quando foram emitidas 10.524 notificações. O crescimento evidencia o endurecimento da fiscalização e o esforço da companhia para regularizar o uso compartilhado da infraestrutura.
Regras e responsabilidades no uso dos postes
O compartilhamento de postes entre distribuidoras de energia e empresas de telefonia, internet e TV por assinatura é regulamentado por normas específicas, como resoluções da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Essas regras estabelecem critérios técnicos e limites para a ocupação dos postes, visando garantir segurança, organização e qualidade dos serviços.
Segundo a Cemig, as empresas de telecomunicações devem seguir rigorosamente o plano de ocupação definido pela concessionária, além de atender às normas técnicas vigentes. O descumprimento dessas exigências pode gerar riscos à população, como acidentes, incêndios e interrupções no fornecimento de energia.
“Quando não há regularização, a companhia adota medidas diretas para eliminar riscos, incluindo a retirada dos cabeamentos irregulares dos postes”, destacou Rodrigo Vilela.
Impactos na segurança e no espaço urbano
A presença de cabos irregulares e desorganizados em postes tem sido uma preocupação crescente em diversas cidades mineiras. Além de comprometer a estética urbana, o excesso de fios e a instalação inadequada podem causar acidentes, dificultar o trabalho de manutenção e aumentar o risco de quedas e curtos-circuitos.
Com a intensificação das fiscalizações, a Cemig busca não apenas coibir práticas irregulares, mas também promover um ambiente mais seguro e organizado para a população, além de garantir condições adequadas para o funcionamento das redes de energia e telecomunicações.
Canal de denúncia para a população
Como parte das ações de enfrentamento ao problema, a Cemig disponibilizou um canal de denúncia em seu portal oficial, permitindo que cidadãos comuniquem situações como fios soltos, cabos caídos, instalações em altura inadequada ou ligações clandestinas.
A ferramenta possibilita o envio de informações detalhadas, incluindo o endereço da ocorrência, para que as equipes técnicas realizem a verificação e adotem as medidas necessárias. De acordo com a empresa, todas as informações são tratadas com sigilo, em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Após o registro, as demandas são encaminhadas às equipes responsáveis e, quando se trata de cabos de telecomunicações, as informações também são repassadas às operadoras envolvidas ou aos órgãos competentes para regularização.
Combate permanente à irregularidade
A Cemig reforça que o combate às ligações irregulares é uma ação contínua e depende da colaboração entre poder público, empresas e sociedade. A expectativa é de que, com o uso de tecnologia, intensificação das fiscalizações e participação da população, seja possível reduzir significativamente o problema nos próximos anos.
A retirada de 63,5 toneladas de cabos irregulares em 2025 evidencia não apenas a dimensão do desafio, mas também o esforço da companhia em garantir segurança, eficiência e qualidade na prestação dos serviços em Minas Gerais.



