BBB 26 | Edilson Capetinha relembra passagem curta e intensa após a Copa de 2002 - Rede Gazeta de Comunicação

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BBB 26 | Edilson Capetinha relembra passagem curta e intensa após a Copa de 2002

Um dos nomes mais conhecidos do camarote do Big Brother Brasil 26 é o ex-atacante Edilson Capetinha. Aos 55 anos, o baiano irreverente, talentoso e dono de uma personalidade forte marcou época no futebol brasileiro ao vestir camisas históricas e protagonizar momentos inesquecíveis dentro e fora de campo. Campeão mundial com a Seleção Brasileira em 2002, Edilson também deixou sua marca no Cruzeiro, em uma passagem curta, mas extremamente produtiva, que até hoje desperta curiosidade entre torcedores e jornalistas.

No Arquivo NA desta terça-feira (13/1), o No Ataque em parceria com o Estado de Minas resgatou imagens raras do período em que Edilson defendeu a Raposa, em 2002. As fotos reavivam a memória de uma fase marcada por gols, protagonismo e, posteriormente, por um desfecho inesperado.

Destaque celeste antes do Mundial

Edilson chegou ao Cruzeiro por empréstimo do Flamengo no início de 2002 e rapidamente se tornou um dos principais jogadores da equipe. Com faro de gol apurado, mobilidade e carisma, o atacante conquistou a torcida celeste e formou um ataque temido no cenário nacional. Em apenas 16 partidas com a camisa azul, balançou as redes 11 vezes, desempenho que reforçou sua fama de jogador decisivo.

Naquele ano, o Cruzeiro conquistou a Copa Sul-Minas, repetindo o feito de 2001 e alcançando o bicampeonato consecutivo do torneio. Edilson foi um dos grandes destaques da campanha, participando diretamente das jogadas ofensivas e sendo peça-chave no sucesso da equipe. Sua atuação consistente chamou a atenção da comissão técnica da Seleção Brasileira, que o convocou para a Copa do Mundo de 2002, disputada na Coreia do Sul e no Japão.

Convocação, título mundial e saída inesperada

Enquanto defendia o Cruzeiro, Edilson foi convocado para integrar o elenco comandado por Luiz Felipe Scolari. No Mundial, o atacante fez parte do grupo campeão, conquistando o pentacampeonato mundial com a Seleção Brasileira. Apesar de não ter sido titular absoluto, sua presença no elenco consolidou ainda mais sua trajetória de sucesso no futebol.

Após a conquista do título mundial, no entanto, Edilson não retornou à Toca da Raposa para a reapresentação com o Cruzeiro. A ausência resultou na rescisão antecipada do contrato, que inicialmente iria até dezembro de 2002. O rompimento ocorreu em julho daquele ano, encerrando de forma abrupta uma passagem que prometia ainda mais frutos.

Reportagens da época indicam que a quebra contratual rendeu ao Cruzeiro cerca de 500 mil dólares, valor que correspondia aproximadamente a R$ 1,4 milhão na cotação do período. Na sequência, Edilson acertou sua transferência para o Kashiwa Reysol, do Japão, dando início a mais uma etapa internacional da carreira.

Carreira marcada por grandes clubes e títulos

A trajetória de Edilson Capetinha é extensa e repleta de clubes tradicionais. No Brasil, defendeu equipes como Industrial-ES, Tanabi-SP, Vitória, Palmeiras, Corinthians, Flamengo, São Caetano, Vasco, Bahia, Guarani e Taboão da Serra-SP. Em solo internacional, atuou por Benfica, de Portugal; Kashiwa Reysol, do Japão; e Al Ain, dos Emirados Árabes Unidos.

Pela Seleção Brasileira, Edilson disputou 25 partidas entre 1993 e 2002, marcando seis gols e participando de três Copas do Mundo, feito reservado a poucos jogadores. Sua carreira foi marcada não apenas pelos títulos, mas também pela personalidade irreverente, declarações polêmicas e postura confiante, características que o transformaram em uma figura midiática no esporte.

Do futebol ao BBB

Agora, longe dos gramados, Edilson volta aos holofotes ao integrar o camarote do BBB 26. A presença do ex-jogador no reality promete resgatar histórias curiosas de sua carreira, além de mostrar um lado mais humano e cotidiano de um personagem que sempre soube lidar com a exposição pública.

A passagem relâmpago pelo Cruzeiro, o título mundial em 2002 e a decisão de não retornar após a Copa seguem como capítulos emblemáticos de uma carreira intensa, marcada por talento, conquistas e escolhas que ajudaram a construir o mito de Edilson Capetinha no futebol brasileiro.